Vice teria articulado queda de prefeito de Porto da Folha pensando que iria assumir o comando do município?

25/02/2026 às 14:56:41

A política de Porto da Folha voltou a ferver — e não é por obras, investimentos ou anúncios positivos para a população. O que se comenta nos bastidores é uma suposta trama que misturaria ambição, ruptura e, possivelmente, uma tentativa de antecipação de poder.

Em recente entrevista, o prefeito Everton da Saúde falou abertamente sobre o rompimento com o vice-prefeito Saininho de Manoel de Rosinha. Segundo Everton, o desentendimento não começou por divergências ideológicas, mas no cotidiano da própria gestão. De acordo com ele, o vice teria ultrapassado os limites do cargo, tentando impor decisões e agir como se já estivesse à frente da Prefeitura.

Everton foi direto: quem manda na Prefeitura é ele. E ponto.

Nos relatos, o prefeito afirmou que Saininho costumava circular com um “caderninho de anotações”, registrando orientações que, na visão do gestor, não tinham caráter consultivo, mas sim impositivo — uma tentativa clara de comandar a administração sem ter recebido do povo a legitimidade para tal.

O problema é que a crise ganhou novos contornos.

Quando surgiram rumores sobre uma possível perda de mandato do prefeito — hipótese considerada absurda por muitos — começaram também as especulações de que o vice estaria articulando nos bastidores para que apenas Everton fosse afastado, abrindo caminho para que ele assumisse o comando do Executivo. Uma hipótese absurda, uma vez que, caso o prefeito fosse cassado, a chapa cairia por completo, inclusive o vice. Comenta-se que o ex-prefeito teria empolgado Saininho, induzindo-o ao erro, alimentando a ilusão de que ele seria o sucessor caso o prefeito Everton caísse.

Uma fotografia que circulou recentemente intensificou ainda mais as suspeitas. Nos bastidores políticos, comenta-se sobre reuniões envolvendo o ex-prefeito Miguel, Saininho e Manoel de Rosinha. Informações de interlocutores locais indicam que esses encontros não seriam meramente sociais, mas políticos.

A pergunta que ecoa nas ruas é simples: estaria o vice-prefeito tentando chegar ao poder sem esperar a hora certa?

Saininho foi eleito vice, não prefeito. A cadeira principal tem dono — escolhido pelo voto direto. Tentar encurtar esse caminho por meio de articulações e movimentos de bastidores, caso confirmados, representa não apenas uma ruptura política, mas uma quebra de confiança.

A ganância pelo poder costuma ter um preço alto.

Alinhar-se a adversários históricos da própria gestão para enfraquecer o governo do qual se faz parte seria, no mínimo, um gesto de ambição desmedida. E o eleitor pode até esquecer promessas não cumpridas — mas dificilmente perdoa o que enxerga como traição. E, quando fotos e conversas passam a circular, cada cidadão faz a sua reflexão.

A política é feita de tempo, voto e legitimidade. Se a população enxergar que tem alguém tentando pular etapas sempre cobra um preço.

Em Porto da Folha, os próximos capítulos prometem ser decisivos. O povo observa — e não costuma falhar na hora de julgar os agentes políticos.