Saída de Cármen Lúcia altera composição do TSE antes das eleições de 2026

13/05/2026 às 18:17:32
Foto: Reprodução/Youtube/Justicaeeleitoral

A saída da ministra Cármen Lúcia do Tribunal Superior Eleitoral marcará uma mudança importante na composição da Corte responsável pelas eleições presidenciais de 2026. A despedida ocorreu na última terça-feira (12), durante a sessão solene de posse do ministro Kássio Nunes Marques no plenário do TSE, em Brasília. Segundo informações apuradas pela CNN Brasil, além de deixar a presidência do tribunal, Cármen também antecipará sua saída da vaga que ocupava na Corte Eleitoral, cujo mandato iria até agosto.

Com a vacância, o ministro Dias Toffoli assumirá a cadeira deixada por Cármen, seguindo o sistema de rodízio previsto no regimento interno do TSE. A expectativa é que Toffoli já participe da sessão plenária da próxima quinta-feira (14), marcada para as 10h, integrando a bancada da Justiça Eleitoral.

Inicialmente, porém, Toffoli atuará apenas como ministro substituto. Para assumir como membro efetivo da Corte, ainda será necessária uma votação simbólica no Supremo Tribunal Federal, além da realização de uma sessão solene para assinatura do termo de posse. O procedimento faz parte do rito institucional adotado para composição do TSE.

As mudanças ocorrem em um momento estratégico para a Justiça Eleitoral. Neste ano, o tribunal responsável por conduzir as eleições presidenciais passará a contar com uma nova formação entre os ministros oriundos do STF. A reorganização chama atenção porque os magistrados envolvidos também atuam em processos de grande repercussão política e econômica no Supremo.

Entre eles está o caso envolvendo o Banco Master, apontado como um dos temas que podem ganhar espaço no debate político durante o próximo pleito presidencial. Dias Toffoli foi relator da ação no STF, mas deixou o processo em fevereiro após pressões externas e repercussões relacionadas a supostas ligações pessoais e financeiras com o empresário Daniel Vorcaro e fundos ligados à instituição financeira.

Já o ministro André Mendonça, que assume nesta terça-feira o cargo de vice-presidente do TSE, é atualmente o relator do caso no Supremo e integra a Segunda Turma da Corte. A nova composição do tribunal reforça o cenário de expectativa sobre o papel da Justiça Eleitoral diante dos debates políticos e jurídicos que devem marcar as eleições de 2026.

Fonte: CNN