Morte de 14 gatos comunitários na UFS mobiliza autoridades e protetores de animais

09/06/2026 às 17:44:28

A morte de pelo menos 14 gatos comunitários em um intervalo de dois dias no campus da Universidade Federal de Sergipe (UFS), em São Cristóvão, tem mobilizado protetores de animais, estudantes e membros da comunidade acadêmica. Os casos foram registrados entre domingo, 7, e segunda-feira, 8, e estão sendo investigados por órgãos de segurança e pela própria instituição para identificar as causas das mortes e evitar novos episódios.

A denúncia ganhou repercussão após manifestação da protetora animal Miriam Guedes, integrante do grupo Amigos dos Animais. Segundo ela, dez gatos foram encontrados mortos no domingo e outros quatro na segunda-feira. Entre os animais estava um gato que recebia tratamento veterinário e apresentava boa recuperação, de acordo com informações repassadas pela protetora.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Miriam cobrou medidas emergenciais para proteger os animais enquanto as investigações seguem em andamento. “Independente de já estar havendo investigação, o que mais importa agora é o que está sendo feito para coibir novas mortes. Não pode ficar esperando a investigação ser concluída enquanto todos os dias esses números absurdos de gatos mortos continuam acontecendo”, afirmou.

Diante da gravidade da situação, o Ministério Público Federal (MPF) solicitou à Polícia Civil a atuação especializada da Delegacia de Proteção Animal e Meio Ambiente (Depama). O objetivo é apurar as circunstâncias das mortes e verificar a existência de possíveis crimes, incluindo casos de envenenamento.

Em nota, a Universidade Federal de Sergipe lamentou o ocorrido e informou que está colaborando com as autoridades para esclarecer os fatos. A instituição destacou que o acompanhamento dos casos é realizado pela Divisão de Animais Comunitários (Diacom/UFS), responsável pela gestão e monitoramento dos gatos que vivem no campus universitário.

A universidade informou ainda que os corpos dos animais encontrados estão sendo encaminhados ao Departamento de Medicina Veterinária (DMV), onde passam por exames de necropsia. Os laudos deverão contribuir para a identificação das causas das mortes e auxiliar o trabalho das autoridades responsáveis pela investigação.

Segundo a UFS, as apurações são realizadas em conjunto com o Ministério Público Federal, a Polícia Científica e a Depama. Levantamentos preliminares apontam que os episódios ocorrem durante o período noturno, horário em que os setores responsáveis pelo monitoramento não estão em funcionamento.

Entre as hipóteses analisadas inicialmente pelas equipes de investigação estão possíveis ataques de cachorros-do-mato, comportamento que pode sofrer influência de fatores sazonais, ou ações de matilhas de cães errantes. A universidade também solicitou a colaboração da comunidade acadêmica e da população, orientando que informações, imagens, vídeos ou relatos sobre movimentações suspeitas durante a noite sejam encaminhados à Diacom por meio do telefone e WhatsApp (79) 3194-6449.

Fonte: Fan F1