Em lista de apoios ao Senado, Flávio Bolsonaro deixa Ciro Nogueira de fora

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, apresentou, durante uma transmissão ao vivo realizada na quinta-feira (7), os candidatos ao Senado Federal que pretende apoiar nas eleições deste ano. No Piauí, o presidenciável declarou apoio apenas a Tiago Junqueira (PL), deixando de fora o senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro do governo Jair Bolsonaro, em meio ao distanciamento político entre os dois.
A definição ocorre em uma eleição na qual dois terços das 81 cadeiras do Senado estarão em disputa. Serão eleitos 54 senadores em todo o país, com cada eleitor podendo escolher dois candidatos em seu respectivo estado. Apesar disso, Flávio indicou somente Junqueira como seu nome no Piauí e, durante a transmissão, afirmou que o candidato é "apaixonado pelo [Jair] Bolsonaro", chegando a brincar que sente ciúmes da relação.
No início das articulações eleitorais, uma aproximação entre PL e PP chegou a ser considerada, mas o cenário mudou após uma operação policial envolvendo Ciro Nogueira e possíveis ligações com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Conforme as informações divulgadas, a campanha de Flávio passou a adotar uma postura de maior distanciamento em relação ao dirigente do Progressistas. Ciro, por sua vez, também descartou uma aliança com o presidenciável por considerar que "não houve solidariedade de Flávio a ele após a operação da PF".
O afastamento ocorre ainda após a divulgação de áudios envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. As gravações revelaram pedidos de recursos feitos pelo senador ao então banqueiro para financiar Dark Horse, produção cinematográfica sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro. Flávio confirmou ter buscado financiamento para o longa, mas afirmou que a negociação ocorreu no âmbito privado e negou qualquer irregularidade relacionada ao caso.
Mesmo diante do desgaste com Ciro Nogueira, Flávio voltou a procurar o PP na reta final das definições das chapas eleitorais, desta vez em busca do aval da legenda para ter a senadora Tereza Cristina como candidata a vice-presidente. A parlamentar teria sinalizado a interlocutores disposição para aceitar o posto, mas dirigentes estaduais do partido mantêm, até o momento, a preferência pela neutralidade na disputa presidencial.
Fonte: CNN












