Márcio Macêdo defende enfrentamento às bets e alerta para impacto das apostas nas famílias

19/09/2026 às 16:31:00
Foto: Wendell Macedo

O candidato a deputado federal Márcio Macêdo (PT) defendeu o enfrentamento aos impactos provocados pelas bets no país e afirmou que o tema estará entre as pautas que pretende levar para a Câmara dos Deputados. A declaração foi feita durante agenda de campanha pelo interior de Sergipe.

Márcio chamou atenção principalmente para os efeitos das apostas online sobre o orçamento e as relações familiares e classificou a dependência dos jogos como um problema que também precisa ser tratado sob a perspectiva da saúde pública.

“Estamos com um problema muito sério no Brasil. As famílias estão sofrendo com as pessoas viciadas. As bets estão na mão, no celular, não precisa nem ir atrás. As pessoas estão se viciando, mentindo para seus familiares, dizendo que estão ganhando sem ganhar. Isso hoje é também um problema de saúde pública”, afirmou.

A dimensão do problema também aparece nos dados nacionais. Segundo levantamento do Ministério da Fazenda, 2,8 milhões de beneficiários do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) que já possuíam contas em plataformas de apostas tiveram o acesso bloqueado. A medida impede que beneficiários desses programas utilizem plataformas autorizadas de apostas.

A posição de Márcio acompanha uma discussão que ganhou ainda mais espaço na agenda nacional. O presidente Lula afirmou neste sábado (19) que pretende intensificar o enfrentamento às bets, citando os impactos das apostas sobre a população de menor renda. 

O debate ocorre em meio ao endurecimento das regras para o setor. Neste mês, o Ministério da Fazenda publicou novas medidas para identificar e bloquear transações relacionadas a operadores ilegais. O Governo Federal também já implantou mecanismos de autoexclusão para pessoas que desejam bloquear o próprio acesso às plataformas autorizadas.  

Para Márcio, o Congresso terá papel importante no avanço dessa discussão. “Tenho uma posição semelhante à do presidente Lula. Acho que é preciso enfrentar esse problema e ter uma regulamentação que não permita que esse tipo de atividade leve as pessoas ao sofrimento. Vou estar ao lado do presidente nessa discussão”, concluiu.

Fonte: Assessoria de Imprensa