“Eu não tenho rabo preso e não tenho compromisso com ninguém que não seja com o povo”, destaca Delegado Alessandro em entrevista à Metropolitana FM

18/09/2026 às 18:44:33

Em entrevista à Metropolitana FM Aracaju, nesta sexta-feira (18), ao jornalista Luiz Carlos Focca, o senador Delegado Alessandro Vieira (MDB) destacou que a defesa de mudanças no Judiciário e da atuação do Senado diante de possíveis excessos das cortes superiores faz parte de sua atuação desde o início do mandato. Alessandro lembrou que, no primeiro mês de mandato, em 2019, apresentou a chamada CPI da Toga e, meses depois, um pedido de impeachment contra dois ministros do Supremo Tribunal Federal (STF): Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.

Para o senador, o debate não deve se limitar a críticas públicas, mas resultar no exercício das prerrogativas do Senado. Alessandro defendeu a instalação de uma comissão para apurar denúncias e eventuais irregularidades envolvendo integrantes das cortes superiores, com responsabilização caso sejam comprovados crimes. “Essa é uma pauta permanente. Desde fevereiro de 2019, eu apresentei a CPI da Toga. Dois meses depois, apresentei um pedido de impeachment contra os ministros. Isso está documentado. Eu não comecei agora a falar sobre isso. O que eu defendo é que o Senado faça uma apuração transparente, investigue tudo e, se houver crime, separe quem fez o quê e responsabilize quem tiver que ser responsabilizado. Democracia de verdade é quando todo mundo é igual debaixo da lei”, afirmou.

Alessandro também relacionou a independência parlamentar à ausência de vínculos que possam comprometer a atuação política. Segundo ele, enfrentar estruturas de poder exige um mandato sem dependência de interesses pessoais ou políticos. “Quem se vende não tem capacidade de fazer a mudança. Eu não tenho processo, não tenho rabo preso e não tenho compromisso com ninguém que não seja com o povo”, declarou.

Na entrevista, o senador apresentou essa independência como parte de uma concepção de mandato baseada na prestação de serviço à população. Ao comentar os resultados de sua atuação em Sergipe, afirmou que é possível exercer um mandato produtivo sem participar de acordos ou esquemas políticos. “O dinheiro é do povo, não é do político. Eu fui contratado por oito anos para prestar um serviço. Eu sou empregado da população, não sou dono do voto e não sou dono do dinheiro”, destacou.

Alessandro citou a destinação de recursos para os 75 municípios sergipanos e ressaltou que o mandato não condiciona a liberação dos recursos a apoio político ou eleitoral. A cobrança, afirmou, é para que o dinheiro seja efetivamente aplicado em benefício da população. “As pessoas dizem: ‘Alessandro ajuda, não pede nada, não tem negócio de troca por voto’. A única coisa que eu peço sempre é: execute o recurso. Atenda o cidadão”.

O senador também citou o Edital de Emendas Participativas, iniciativa que permite à população indicar prioridades para aplicação de recursos. Em 8 anos, mais de R$ 80 milhões já foram destinados por meio do mecanismo, a partir da participação dos sergipanos. Para ele, a experiência é parte da demonstração de que um mandato pode entregar resultados mantendo independência política. “Eu tenho muito orgulho de ter provado que uma pessoa honesta, que não faz parte de esquema, consegue fazer muita coisa. Consegue trazer recurso, consegue entregar resultado e consegue trabalhar para o povo”.

Ao final da entrevista, Alessandro destacou que o eleitor terá a oportunidade de avaliar o mandato a partir do trabalho realizado ao longo dos oito anos no Senado. O senador defendeu que a comparação entre propostas, atuação e resultados seja o principal critério para a escolha nas urnas.

“Eu fui testado nesses oito anos. Meu trabalho está aí, os resultados estão aí, os recursos estão chegando aos municípios, as pessoas estão sendo atendidas. Agora é olhar para o que cada candidato fez, comparar e decidir. O meu mandato está sendo colocado novamente à prova, e eu tenho orgulho dos frutos que esse trabalho trouxe para Sergipe”.