Ao lado de Priscila Felizola, Valmir veste a máscara do falso justiceiro dos machantes

13/05/2026 às 15:41:38
Foto: Feita por IA

O pré-candidato ao Governo de Sergipe, Valmir de Francisquinho, voltou a utilizar o discurso em defesa dos machantes e contra o fechamento dos matadouros municipais no estado. Em vídeo recente, Valmir criticou o que chamou de “monopólio” no abate de animais e afirmou que os trabalhadores do setor estariam pagando um preço alto pelas medidas adotadas nos últimos anos.

O detalhe que chamou atenção nos bastidores políticos foi justamente o cenário do vídeo: ao lado de Priscila Felizola, apontada como possível pré-candidata a vice em sua chapa e filha do ex-governador Belivaldo Chagas.

A contradição foi levantada pelo jornalista Victor Vieira, da página Fatos Sergipe, ao lembrar que o fechamento em massa dos matadouros ocorreu justamente entre 2018 e 2019, durante a gestão de Belivaldo, após ações do Ministério Público e operações ligadas a questões sanitárias, ambientais e administrativas.

Ou seja: enquanto Valmir critica hoje os impactos dessas decisões, aparece politicamente alinhado a um grupo que fazia parte da gestão estadual naquele período.

A crítica, portanto, não recai diretamente sobre Priscila ou Belivaldo, mas sobre a mudança de narrativa do próprio Valmir, que durante anos adotou um discurso duro contra antigos adversários políticos e agora surge em clima de proximidade e aliança. Ao mesmo tempo, o pré-candidato tenta passar a impressão de que a atual situação dos matadouros seria consequência do governo do atual governador Fábio Mitidieri, deixando de citar que os fechamentos ocorreram justamente durante a gestão dos seus novos aliados políticos.

Outro ponto lembrado por Vitor Vieira é que o próprio Valmir também foi citado na Operação Abate Final, em 2018, quando era prefeito de Itabaiana. Na época, ele negou irregularidades e afirmou ser vítima de perseguição política.

No fim das contas, o vídeo acabou levantando mais dúvidas sobre coerência política do que propriamente fortalecendo o discurso de “justiceiro dos machantes” que o pré-candidato tentou apresentar.