Sergipe registra alta de 33% em mortes por intervenção policial e tem 3ª maior taxa do país

Sergipe registrou um aumento de 33% nas mortes decorrentes de intervenção policial em 2025 e passou a ocupar a terceira maior taxa do país, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (23). O levantamento aponta que foram contabilizadas 193 mortes no estado ao longo do ano, 48 a mais que as 145 registradas em 2024, elevando a taxa de 6,3 para 8,4 mortes por 100 mil habitantes.
No cenário nacional, o Brasil registrou 6.602 mortes por intervenção policial em 2025, o equivalente a uma taxa de 3,1 mortes por 100 mil habitantes. Pelo segundo ano consecutivo, Sergipe aparece entre os quatro estados com os maiores índices desse tipo de ocorrência, ficando atrás apenas do Amapá, com taxa de 17,1, e da Bahia, com 10,6 mortes por 100 mil habitantes.
Em nota, a Secretaria de Estado da Segurança Pública de Sergipe (SSP/SE) informou que mantém políticas permanentes de capacitação, treinamento e aperfeiçoamento dos protocolos operacionais, com foco na preservação da vida e no uso proporcional da força. Segundo a pasta, as medidas buscam reduzir os índices de mortes decorrentes de ações policiais.
A SSP também ressaltou que o anuário apresenta resultados positivos em outros indicadores de segurança pública no estado. Entre eles, estão a redução de 35% nos roubos e furtos de veículos, de 24% nos roubos de celulares, de 20% nos roubos a residências e de 22% tanto nos roubos em via pública quanto no índice geral de roubos.
De acordo com a secretaria, o levantamento também aponta queda nos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs), categoria que reúne homicídios dolosos, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte. Para a SSP, esses resultados refletem o trabalho integrado das forças de segurança e os investimentos realizados pelo Governo do Estado na área.
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostra ainda que o Amapá permanece como o estado mais violento do país, com taxa de 42,5 mortes violentas por 100 mil habitantes, enquanto Santa Catarina apresentou o menor índice nacional, com 7,6. O estudo considera como mortes violentas intencionais os homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e as mortes cometidas por policiais.
Fonte: G1












