Flávio chama Lula de “pai do Tigrinho” e critica proibição de bets

25/09/2026 às 17:44:33
Foto: Estadão Conteúdo

O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou nesta sexta-feira (25) a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de proibir as apostas on-line e os cassinos virtuais no Brasil. Durante uma cerimônia da Polícia Militar no Rio de Janeiro, Flávio chamou Lula de “pai do Tigrinho” e afirmou que a medida seria uma tentativa de se aproximar dos eleitores após o governo perceber os efeitos das apostas no país. A declaração ocorreu no mesmo dia em que Lula anunciou medidas para restringir o setor.

Segundo Flávio, o presidente estaria adotando a medida com objetivo eleitoral. O senador afirmou que Lula estaria “fazendo uma média com o eleitor” depois de perceber que as apostas se tornaram um problema no país. A declaração faz parte das críticas do candidato à ofensiva do governo contra as plataformas de apostas e os cassinos on-line.

A medida do governo prevê o fim das bets e dos cassinos on-line, incluindo plataformas associadas ao chamado “jogo do Tigrinho”. A iniciativa foi apresentada por Lula nesta sexta-feira, em São Paulo, por meio de uma Medida Provisória que será encaminhada ao Congresso Nacional.

Além das medidas contra as apostas, o governo anunciou uma iniciativa relacionada ao endividamento dos consumidores. A proposta prevê que o Tesouro Nacional compre dívidas antigas de consumidores junto aos bancos, permitindo que os débitos sejam renegociados por valores menores. A iniciativa foi apresentada em conjunto com as ações contra as bets.

Flávio também afirmou que, caso seja eleito presidente, pretende proibir as bets. A posição, porém, foi acompanhada por uma distinção feita pelo próprio candidato em declarações anteriores: em seu podcast, na quarta-feira (23), ele afirmou que jogos relacionados a resultados esportivos reais possuem mecanismos de controle. A manifestação indica uma diferenciação, em seu discurso, entre as apostas esportivas e os cassinos on-line.

Fonte: CNN