Prefeito de Simão Dias é mais um petista ao lado de Valmir. O que bolsonaristas acham?

O apoio declarado neste domingo (26) pelo prefeito de Simão Dias, Cristiano Viana (PT), à pré-candidatura ao governo de Valmir de Francisquinho não chega a ser uma grande surpresa. Pela aliança política que mantém com o ex-governador Belivaldo Chagas, pai da pré-candidata a vice, Priscila Felizola, o gesto era esperado. O que chama atenção é que Cristiano passa a integrar uma lista cada vez maior de lideranças da esquerda sergipana que embarcam no projeto de Valmir.
Antes dele, outros nomes ligados ao PT e ao campo da esquerda já haviam manifestado apoio, como Renatinho Brandão (Propriá), Manoel de Rosinha e Saininho (Porto da Folha), Toinho de Dorinha (Poço Verde), além de petistas de Itabaiana. Politicamente, não há ilegalidade nem pecado algum nisso. Alianças fazem parte da democracia. Mas existe uma pergunta que ninguém consegue evitar: como o eleitor bolsonarista, que sempre defende distância do PT e da esquerda, está enxergando essa sequência de apoios? Acham essa movimentação natural ou darão algum recado nas urnas? Essa é uma resposta que o desfecho das urnas vai nos revelar. Cabe agora apenas provocar o debate reflexivo.
O discurso da direita tem sido o de enfrentamento implacável ao PT, mas agora líderes petistas deverão subir ao palanque de Valmir, gravar vídeos, declarar apoio e deverão ser recebidos de braços abertos, dividindo o mesmo espaço com políticos vistos como de direita.
É estratégia eleitoral? É pragmatismo político? Ou é a prova de que, na política, os discursos muitas vezes cedem espaço à matemática fria dos votos, pouco importando a coerência programática?
Seja qual for a resposta, uma coisa é certa: quanto mais lideranças da esquerda aderem ao projeto de Valmir, maior tende a ser a estranheza sobre a real identidade de uma chapa que tenta fisgar a narrativa de ser vinculada aos segmentos conservadores.












