Polícia Civil desarticula grupo suspeito de lavagem de dinheiro e apreende carros de luxo em Sergipe

A Polícia Civil de Sergipe desarticulou um grupo suspeito de envolvimento com lavagem de dinheiro e tráfico interestadual de drogas durante uma operação realizada em municípios sergipanos e em outros estados do país. A ação resultou no cumprimento de mandados judiciais, bloqueio de bens e apreensão de veículos de luxo utilizados, segundo as investigações, para ocultar recursos provenientes de atividades criminosas. A operação foi coordenada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Sergipe (FICCO/SE).
As investigações apontam que o grupo criminoso atuava na distribuição de entorpecentes, principalmente crack e maconha, além de utilizar mecanismos financeiros para dificultar o rastreamento do dinheiro obtido ilegalmente. Entre as estratégias identificadas pelas forças de segurança estavam o uso de contas bancárias de terceiros, depósitos fracionados e aquisição de patrimônio incompatível com a renda declarada pelos investigados.
Durante a operação, foram cumpridos mandados de prisão temporária, busca e apreensão e ordens de bloqueio de ativos financeiros expedidos pela Justiça. As ações ocorreram em Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, Tobias Barreto e Barra dos Coqueiros, em Sergipe, além de cidades da Bahia, Minas Gerais, Alagoas e Paraíba. As investigações indicam que o grupo movimentou aproximadamente R$ 32 milhões entre os anos de 2021 e 2025.
De acordo com a Polícia Civil, os levantamentos começaram após a primeira fase da Operação Indumentum, deflagrada em 2025, quando foram identificados indícios da atuação de uma organização criminosa voltada ao tráfico de drogas e à lavagem de capitais. O aprofundamento das investigações permitiu identificar novos integrantes do grupo e rastrear movimentações financeiras consideradas suspeitas pelas autoridades policiais.
As equipes policiais também identificaram imóveis em áreas de alto padrão e veículos de luxo registrados em nome de investigados ou de terceiros ligados ao esquema. Segundo os órgãos de segurança, a estratégia patrimonial tinha como objetivo ocultar a origem ilícita dos recursos movimentados pela organização criminosa. A Justiça determinou medidas de indisponibilidade de bens para impedir a continuidade das operações financeiras do grupo investigado.
A operação contou com a participação integrada da Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e da Secretaria Nacional de Políticas Penais. Em Sergipe, houve apoio do Departamento de Narcóticos (Denarc), do Batalhão de Operações Especiais (Bope), do 1º e 5º Batalhões da Polícia Militar e do Grupo Tático Operacional da Polícia Penal (GTOP). Segundo as forças de segurança, a integração entre os órgãos é considerada fundamental para ampliar o combate qualificado às organizações criminosas.
Ainda conforme os investigadores, o foco das operações de combate à lavagem de dinheiro é atingir financeiramente as estruturas criminosas, reduzindo a capacidade operacional dos grupos envolvidos com tráfico de drogas e outros delitos. A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar possíveis ramificações da organização e outros envolvidos no esquema criminoso.
O nome da operação faz referência ao mecanismo inicialmente identificado pelas investigações para movimentação e ocultação de recursos ilícitos. As autoridades reforçaram que o enfrentamento ao crime organizado depende da combinação entre inteligência policial, monitoramento financeiro e atuação integrada entre as forças de segurança pública.
Fonte: G1












