Órgãos ambientais realizam ação contra dano ambiental na Grota do Angico, em Poço Redondo

17/06/2026 às 18:51:28
Foto: Mariana Carvalho/Ascom Adema

A Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), em parceria com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Sustentabilidade e Ações Climáticas (Semac), realizou, na última terça-feira (16), uma ação fiscalizatória no Monumento Natural Grota do Angico (Mona), no município de Poço Redondo, para apurar uma denúncia de supressão irregular de vegetação nativa da Caatinga dentro da unidade de conservação estadual de proteção integral.

Durante a operação, as equipes técnicas constataram a ocorrência do desmatamento irregular em uma área situada no interior do monumento natural. O local afetado foi identificado e georreferenciado por meio da coleta de coordenadas, procedimento utilizado para delimitar precisamente a extensão do dano ambiental e subsidiar futuras medidas administrativas.

Segundo o analista ambiental da Adema, Mikael Prata, a fiscalização permitiu reunir informações técnicas necessárias para identificar os responsáveis pela infração ambiental. De acordo com ele, os levantamentos realizados servirão de base para a adoção das providências cabíveis diante do ilícito constatado dentro da unidade de conservação.

A gestora do Monumento Natural Grota do Angico e bióloga da Semac, Valdelice Barreto, destacou a importância da atuação conjunta entre os órgãos ambientais no combate aos crimes contra a vegetação nativa. Ela ressaltou que a expertise da Adema foi fundamental para a tipificação das possíveis irregularidades, além de atender à denúncia apresentada pela população local sobre danos registrados na área protegida.

Criado em 2007, o Monumento Natural Grota do Angico possui aproximadamente 2.448 hectares e abriga uma das áreas mais preservadas do bioma Caatinga em Sergipe. As unidades de conservação de proteção integral têm como principal objetivo preservar os ecossistemas naturais, permitindo apenas atividades compatíveis com a conservação ambiental, como pesquisas científicas, educação ambiental, turismo ecológico e visitação controlada.

Além da importância ambiental, o Mona Grota do Angico possui forte valor histórico e cultural por abrigar o local onde morreram, em 1938, Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, Maria Bonita e outros integrantes do cangaço. A unidade também protege espécies típicas da Caatinga, incluindo animais ameaçados de extinção, como a jaguatirica e o gato-do-mato-pequeno, além de aves raras registradas na região.

Fonte: Governo de Sergipe