Operação Vicinitas prende 14 suspeitos e apreende cerca de R$ 2 milhões em dinheiro

A Polícia Federal (PF) divulgou, na tarde desta terça-feira (1º), um balanço parcial da Operação Vicinitas, deflagrada contra uma organização criminosa suspeita de atuar no tráfico interestadual de drogas e na lavagem de dinheiro. Até o momento, 14 pessoas foram presas e nove são consideradas foragidas durante o cumprimento de 49 mandados judiciais em Sergipe, Bahia, Paraíba e Pernambuco.
Entre os materiais apreendidos estão uma grande quantidade de dinheiro em espécie, localizada em Petrolina (PE), cujo valor ainda está sendo contabilizado e é estimado pela PF em aproximadamente R$ 2 milhões. Também foram apreendidas duas armas de fogo, munições dos calibres 9 mm e .12, além de cinco veículos de luxo.
Em Sergipe, as ações ocorreram em Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, Laranjeiras e Barra dos Coqueiros. Ao todo, foram expedidos 23 mandados de prisão temporária e 26 de busca e apreensão. A operação também cumpre medidas de sequestro de bens e bloqueio de ativos financeiros determinadas pelo Núcleo de Garantias do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJ-SE).
A investigação teve início em julho de 2025, após a prisão em flagrante de três pessoas que transportavam cerca de 110 quilos de flor de maconha em Frei Paulo, no agreste sergipano. Na ocasião, um comboio formado por três veículos foi interceptado pelas forças de segurança.
Com o avanço das apurações, a PF identificou indícios de que o grupo utilizava mecanismos para ocultar e dissimular recursos obtidos por meio de atividades criminosas. Entre as práticas investigadas estão o uso de contas bancárias de terceiros e a realização de depósitos fracionados. Segundo a investigação, um dos envolvidos também apresentava patrimônio incompatível com a renda declarada, incluindo imóvel em condomínio de alto padrão e veículos de luxo.
Ainda conforme a Polícia Federal, a organização criminosa teria movimentado mais de R$ 100 milhões entre 2025 e 2026. O valor está relacionado às movimentações financeiras investigadas no âmbito da operação, que busca identificar a estrutura do grupo e os mecanismos utilizados para movimentar e ocultar os recursos.
As ações contam com a participação de forças de segurança de Sergipe, Bahia, Paraíba e Pernambuco. Entre as equipes envolvidas estão integrantes da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), do Departamento de Narcóticos da Polícia Civil de Sergipe (DENARC), do Comando de Operações Policiais Especiais (COPE), da 2ª Delegacia Metropolitana, do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) e do Grupo de Operações Penitenciárias Especiais (GOPE).












