Moraes dá prazo de 24 horas para defesa de Bolsonaro explicar arma apreendida no Distrito Federal

16/06/2026 às 19:15:36
Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresente esclarecimentos, no prazo de 24 horas, sobre uma arma de fogo apreendida pela Polícia Militar do Distrito Federal. O armamento foi localizado durante uma blitz realizada na última segunda-feira (15) e, segundo informações encaminhadas ao STF, estava em posse de um sargento do Exército que afirmou transportar a arma para manutenção. A medida foi adotada após a Polícia Civil do Distrito Federal comunicar oficialmente o caso ao Supremo.

De acordo com o boletim de ocorrência enviado à Corte, a arma apreendida pertence a Bolsonaro. O documento foi anexado ao processo de execução penal que tramita no STF e levou Moraes a solicitar informações adicionais sobre as circunstâncias em que o armamento estava sendo transportado.

Na decisão, o ministro também requisitou esclarecimentos das autoridades responsáveis pela fiscalização relacionada ao cumprimento das medidas impostas ao ex-presidente. O objetivo é verificar se os protocolos de monitoramento e controle estão sendo observados adequadamente.

Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal, o militar abordado durante a blitz informou aos agentes que levava a arma para manutenção. Após o registro da ocorrência, o caso passou a ser analisado pelas autoridades competentes e comunicado ao STF em razão da vinculação do armamento ao ex-presidente.

A determinação de Moraes ocorre em meio ao acompanhamento judicial do cumprimento das medidas impostas a Bolsonaro. O ministro fixou prazo de um dia para que a defesa apresente sua versão dos fatos e esclareça as circunstâncias relacionadas à posse e ao transporte da arma apreendida.

Até a publicação desta matéria, a defesa do ex-presidente não havia divulgado manifestação pública sobre a decisão. Após o recebimento das informações solicitadas, caberá ao ministro analisar os esclarecimentos e definir os próximos encaminhamentos do caso.

Fonte: G1