Focca é processado pela Prefeitura de Itabaiana mesmo sem receber nota oficial da gestão municipal

11/05/2026 às 14:41:07

O radialista Luiz Carlos Focca, da Metropolitana FM, virou alvo de uma ação judicial movida pela Prefeitura de Itabaiana após questionar, no rádio, a demora na entrega da Avenida João de Deus, uma obra aguardada pela população e que já se arrasta há bastante tempo.

A situação chamou atenção não apenas pela ação em si, mas pelo motivo alegado pela prefeitura. Segundo a gestão municipal, o processo teria como objetivo obrigar o radialista a ler um posicionamento oficial sobre o atraso da obra. O detalhe é que, de acordo com Focca, essa nota nunca chegou oficialmente às suas mãos e, em nenhum momento, ele se recusou a divulgar qualquer esclarecimento da prefeitura.

Ou seja: a administração municipal decidiu judicializar um problema que poderia ter sido resolvido com um simples contato telefônico, uma mensagem ou o envio correto da nota oficial. Em vez de dialogar, optou pela caneta da intimidação.

A atitude foi vista por muitos como desnecessária e desproporcional, principalmente porque o papel do radialista é justamente cobrar explicações do poder público sobre obras, atrasos e dinheiro público. Questionar não é crime. Cobrar transparência não pode virar motivo para perseguição judicial.

O episódio expõe um evidente ataque à liberdade de imprensa e evidencia a reação intolerante de gestores públicos diante de críticas e cobranças feitas por comunicadores. Afinal, se toda pergunta feita por um radialista virar ação judicial, o que sobrará do direito da população de ser informada?

Enquanto isso, a Avenida João de Deus continua sem uma resposta concreta para a população, mas agora com um ingrediente a mais: a tentativa de transformar questionamento jornalístico em caso de Justiça.