Fábio Mitidieri debate fortalecimento da pesca e da aquicultura durante etapa estadual da 4ª Conferência Nacional do setor em Sergipe

Representantes do poder público, pescadores artesanais, aquicultores, produtores, pesquisadores e entidades ligadas ao setor participaram, na última segunda-feira, 15, da etapa estadual da 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca, realizada na Biblioteca Pública Estadual Epiphanio Dória, em Aracaju. O encontro contou com a presença do governador Fábio Mitidieri e teve como objetivo discutir propostas para o fortalecimento da pesca e da aquicultura em Sergipe e no Brasil, cujas contribuições serão encaminhadas para a etapa nacional do evento.
A conferência marcou a retomada de um debate que não ocorria no estado há cerca de 16 anos. Durante o encontro, participantes discutiram demandas da categoria e propostas voltadas à construção de políticas públicas para o desenvolvimento sustentável do setor.
Segundo o Governo de Sergipe, aproximadamente 46 mil sergipanos vivem diretamente da pesca e da aquicultura. A atividade movimenta a economia de comunidades litorâneas, ribeirinhas e do semiárido, além de representar uma importante fonte de geração de emprego e renda.
Durante a abertura do evento, o governador Fábio Mitidieri destacou o potencial produtivo do estado. “Sergipe é um dos grandes produtores da carcinicultura do Nordeste. Hoje produzimos cerca de 8 mil toneladas de camarão e aproximadamente 4 mil toneladas de pescado por ano, com expectativa de crescimento. Eventos como esta conferência são importantes, porque permitem debater políticas públicas e fortalecer um setor que gera emprego, renda e desenvolvimento para milhares de sergipanos”, afirmou.
O governador também chamou atenção para a participação feminina na atividade pesqueira. Segundo ele, cerca de 62% das pessoas que atuam na pesca artesanal em Sergipe são mulheres. “Isso demonstra a força feminina em um setor fundamental para a economia e para a segurança alimentar de muitas famílias sergipanas”, ressaltou.
A marisqueira Maria José Pereira da Silva, moradora de São Cristóvão e integrante da Colônia Z-2, defendeu o fortalecimento das políticas públicas para a categoria. Há 25 anos na atividade, ela destacou a importância da participação dos trabalhadores nas discussões. “É muito importante o pescador estar presente neste evento. Nossas dificuldades são mais em relação ao tempo, à natureza. Mas hoje tenho orgulho dos governos estadual, federal e municipal, porque estão se unindo e olhando para a nossa classe”, disse.
A secretária de Estado da Assistência Social, Inclusão e Cidadania e primeira-dama, Érica Mitidieri, enfatizou a necessidade da participação dos trabalhadores na construção das políticas públicas. “É por meio dessa construção que vamos conseguir avançar nessas políticas públicas. O papel de vocês aqui hoje é fundamental para que a política pública seja construída com responsabilidade e compromisso”, declarou.
Representando o Governo Federal, o ministro da Pesca e Aquicultura, Édipo Araújo, afirmou que as propostas elaboradas em Sergipe serão levadas à conferência nacional, prevista para novembro, em Brasília. Segundo ele, a parceria entre os governos federal e estadual tem contribuído para o fortalecimento do setor no estado.
Os números da produção reforçam a relevância econômica da atividade. Em 2025, Sergipe registrou cerca de 8 mil toneladas de camarão produzidas, com expectativa de alcançar entre 9 mil e 10 mil toneladas em 2026. A atividade ocupa mais de 3 mil hectares e movimenta aproximadamente R$ 200 milhões na produção primária, podendo superar R$ 1 bilhão ao longo de toda a cadeia produtiva.
Na piscicultura, a produção anual varia entre 3,5 mil e 4,5 mil toneladas, tendo a tilápia como principal espécie cultivada, responsável por mais de 80% do volume produzido. O Baixo São Francisco é apontado como uma das áreas com maior potencial para expansão da atividade por meio de sistemas de tanques-rede.
O secretário de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca, Zeca Ramos, destacou a importância da participação dos trabalhadores na construção das políticas voltadas ao setor. “A pesca artesanal e a aquicultura têm um papel fundamental na economia sergipana. É importante que possamos discutir nossas necessidades e contribuir para a construção de políticas que fortaleçam o setor”, afirmou.
Além das discussões da conferência, o Governo de Sergipe destacou ações já desenvolvidas para apoiar os trabalhadores da pesca artesanal, como o Programa Mão Amiga Pesca Artesanal, que atende até 5 mil beneficiários durante o período de defeso, e iniciativas voltadas ao fortalecimento da cadeia produtiva, como a inclusão do filé de camarão na merenda escolar da rede estadual e o avanço na reativação do Terminal Pesqueiro de Aracaju.
Fonte: Governo de Sergipe












