Enquanto fornecedores cobram pagamentos atrasados e TCE impõe medidas para equilibrar contas, prefeito de Lagarto abre licitação milionária para aluguel de veículos

A gestão da Prefeitura de Lagarto, comandada pelo prefeito Sérgio Reis, volta a ser alvo de questionamentos diante de um cenário marcado por cobranças públicas de fornecedores, relatos de atrasos e dificuldades na prestação de serviços municipais. Mesmo após a apresentação de projetos voltados ao aumento da arrecadação por meio da elevação de tributos, a administração municipal autorizou a abertura de uma licitação para registro de preços destinada à locação de veículos com e sem motorista, com valor estimado superior a R$ 6,5 milhões.
O processo prevê a contratação de aproximadamente 91 veículos, entre carros de passeio, SUVs, caminhonetes e veículos destinados a atender órgãos da estrutura municipal. A abertura da contratação ocorre em um momento em que a gestão enfrenta cobranças envolvendo compromissos financeiros acumulados e questionamentos sobre a ordem de pagamentos realizados pelo município.
Um dos episódios recentes envolve a empresa responsável pela estrutura do Festival da Mandioca 2025, que acionou a Justiça alegando não ter recebido pelos serviços prestados e questionando o cumprimento da ordem cronológica de pagamentos por parte da Prefeitura. Além disso, vieram à tona relatos envolvendo fornecedores, prestadores de serviços, empresas de locação de máquinas e trabalhadores ligados ao Mercado Municipal, que apontaram dificuldades relacionadas a pagamentos.
O cenário também ganhou repercussão após medidas adotadas pelo Tribunal de Contas do Estado de Sergipe (TCE-SE) relacionadas à realização do Festival da Mandioca, com orientações para adequação dos gastos públicos com contratações artísticas. Após a repercussão, o prefeito Sérgio Reis passou a atribuir a situação a fatores externos e a adversários políticos, enquanto críticos da gestão apontam que as dificuldades seriam consequência de decisões administrativas da própria prefeitura.
Novos contratos de soma milionária em meio a cobranças, restrições do Tribunal de Contas e questionamentos sobre a condução das finanças municipais; Prefeitura prevê aluguel de veículos com altos valores, enquanto gestão enfrenta pressão por pagamentos pendentes e críticas sobre suas prioridades administrativas.












