Edvaldo Nogueira critica gestão atual de Aracaju e cobra apuração rigorosa de denúncia na Educação

30/06/2026 às 14:05:17
Foto: Ana Lícia Menezes

O pré-candidato ao Senado e ex-prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira (PDT-SE), fez duras críticas à atual administração do município, afirmando que a capital sergipana vive um momento de retrocesso, após deixar a Prefeitura com as contas equilibradas e obras em andamento.

"Eu deixei a Prefeitura com o maior nível de desenvolvimento dos últimos anos. Foram oito anos de uma transformação profunda em Aracaju, com mudanças que impactaram diretamente a vida da população. Entreguei a gestão com R$ 800 milhões em caixa, 32 obras em andamento e os recursos garantidos para suas execuções. E, infelizmente, hoje vemos essas obras atrasadas. Todas, absolutamente todas", afirmou Edvaldo.

As declarações foram dadas durante entrevista concedida na última sexta-feira, 26, ao radialista Lucas Brasil, na Eldorado FM, em Lagarto. Como exemplo das obras paralisadas, o ex-prefeito citou a ponte sobre o rio Poxim, a Godofredo Diniz, cuja obra teve início em abril de 2024.

Obras atrasadas e serviços públicos precários
"Se eu ainda estivesse como prefeito, nesta semana estaríamos entregando a ponte do Rio Poxim à população. É uma obra importante, que está atrasada e que vem causando grandes transtornos ao trânsito da cidade", afirmou.

Ele também comentou a situação da limpeza urbana. "A cidade enfrenta hoje problemas que não víamos antes. A capinagem deixou de acontecer de forma adequada, há mato espalhado por diversos pontos, praças sujas e abandonadas. É uma situação que entristece", declarou o presidente estadual do Partido Democrático Trabalhista.

Para o ex-prefeito, uma justificativa de falta de recursos não se sustenta. "A maior falácia é dizer que falta dinheiro em Aracaju para realizar obras e prestar os serviços necessários. Esse discurso não se sustenta", afirmou. "A cidade tem um bom nível de arrecadação. Eu deixei a máquina organizada e preparada para garantir os investimentos que a população precisa", completou.

Responsabilização
Edvaldo também criticou o que chamou de "um hábito recorrente na política local": a tentativa de transferir responsabilidades para gestões anteriores. "Algumas pessoas têm dificuldade em assumir responsabilidades e preferem colocá-las nas costas dos outros. Esse é um dos maiores problemas da política", afirmou, acrescentando que, após um ano e seis meses de gestão, "essa justificativa já não convence mais".

Denúncia na Educação
O pré-candidato ainda falou sobre a situação na Secretaria Municipal da Educação, cujo orçamento neste ano é de R$ 776 milhões. "É uma situação grave. Tanto que a Polícia Civil esteve na sede da Secretaria. Como diz o ditado popular, onde há fumaça, há fogo", declarou, ao se referir à apuração sobre os R$ 240 mil encontrados com o diretor financeiro da pasta.

"Aracaju nunca viveu uma situação como essa, com dinheiro em espécie nas mãos de um diretor financeiro de uma secretaria tão importante. Isso nunca aconteceu na história da cidade com nenhum prefeito. É algo que precisa ser esclarecido e investigado com todo o rigor", completou.

Ele encerrou fazendo um contraponto entre os dois momentos da gestão municipal. "É Aracaju deixando de ocupar as páginas do desenvolvimento e das conquistas para a população e passando a viver um sentimento de grande frustração", concluiu.


Fonte: Assessoria de Comunicação