Anvisa reforça proibição de suplemento popularizado no TikTok

22/10/2026 às 19:29:51
Foto: Pixabay

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reforçou o alerta sobre a proibição da fabricação, comercialização, distribuição e uso da ashwagandha no Brasil, suplemento à base de uma erva asiática que ganhou popularidade nas redes sociais, especialmente no TikTok, por supostos benefícios para o relaxamento e o alívio dos sintomas da perimenopausa. A medida busca alertar a população sobre a irregularidade do produto no país e os possíveis riscos à saúde associados ao seu consumo.

Em nota, a agência destacou o caso de uma mulher britânica que apresentou falência hepática, paradas cardíacas e graves danos cerebrais após utilizar o suplemento. Segundo a Anvisa, a ashwagandha não possui registro no Brasil e não integra a lista de ingredientes autorizados para uso em suplementos alimentares. Por esse motivo, sua fabricação, comercialização, distribuição e utilização são proibidas em território nacional.

A Anvisa também ressaltou que os suplementos alimentares têm como finalidade complementar a alimentação, podendo ser indicados para pessoas que necessitam aumentar a ingestão de determinados nutrientes ou que praticam atividades físicas intensas. Entretanto, esses produtos não devem ser associados a promessas de cura, tratamento ou prevenção de doenças. A divulgação de alegações com essa finalidade é proibida, conforme as regras sanitárias brasileiras.

De acordo com a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 243/2018, os suplementos devem ser formulados com substâncias e ingredientes autorizados pelos órgãos reguladores. Esses produtos são destinados ao consumo oral e podem ser encontrados em apresentações como cápsulas, comprimidos, pastilhas, pós e barras. A agência alerta, ainda, que nem todas as pessoas precisam utilizar suplementos e que a decisão deve considerar as condições de saúde, os hábitos alimentares e a prática de atividades físicas de cada indivíduo.

Entre os principais riscos apontados pela Anvisa estão o consumo de produtos irregulares, a presença de substâncias que não passaram pela avaliação dos órgãos competentes e as falhas nas condições de fabricação. No entanto, mesmo suplementos regularizados podem causar prejuízos à saúde quando utilizados de maneira inadequada ou sem considerar as necessidades individuais. Por isso, a agência recomenda o cumprimento das orientações do fabricante, incluindo as dosagens, advertências e restrições indicadas nos rótulos e nas embalagens.

Diante dos riscos, a Anvisa orienta que a utilização de suplementos alimentares seja avaliada com o apoio de profissionais de saúde qualificados, responsáveis por indicar, quando necessário, o produto adequado, a quantidade e a forma de consumo. A recomendação é evitar o uso de substâncias divulgadas nas redes sociais com promessas de benefícios à saúde sem verificar sua autorização no Brasil. No caso da ashwagandha, a agência reforça que o produto não está autorizado para uso em suplementos alimentares no país.

Fonte: Agência Brasil