Agronegócio sergipano registra superávit de US$ 48,8 milhões até setembro de 2026

22/10/2026 às 19:29:51
Foto: Thiago Santos

O agronegócio de Sergipe registrou superávit de US$ 48,80 milhões entre janeiro e setembro de 2026, resultado de US$ 71,29 milhões em exportações e US$ 22,49 milhões em importações. O desempenho, divulgado pela Agência Sergipe de Desenvolvimento (Desenvolve-SE) em 21 de outubro, consta no Boletim de Conjuntura 02/2026 e evidencia a contribuição do setor para o comércio exterior e a economia estadual.

Nos primeiros nove meses do ano, o agronegócio respondeu por 22,6% das exportações sergipanas e representou 62,5% do saldo positivo da balança comercial do estado. Os indicadores mostram que o setor teve participação expressiva no resultado comercial de Sergipe, com vendas externas superiores às compras internacionais. Para a Desenvolve-SE, o desempenho reforça a relevância da atividade para a geração de riquezas e o desenvolvimento econômico estadual.

Além do resultado financeiro, Sergipe alcançou posições de destaque no mercado brasileiro de óleos essenciais. O estado ocupa a primeira posição nas exportações nacionais de óleo essencial de petit grain, extraído principalmente das folhas e dos ramos de árvores cítricas, especialmente da laranjeira-azeda. Sergipe também aparece em segundo lugar nas vendas externas de óleo essencial de limão e em terceiro nas de óleo essencial de laranja.

O presidente da Desenvolve-SE, Milton Andrade, atribui os resultados à competitividade do agronegócio sergipano no mercado internacional. “Os resultados demonstram a relevância estratégica do agronegócio para o desenvolvimento econômico de Sergipe e reforçam a competitividade do estado no mercado internacional”, afirmou. Segundo ele, a agência pretende continuar apoiando iniciativas voltadas à atração de investimentos, à ampliação de mercados e ao crescimento sustentável da economia.

A citricultura permanece como o principal eixo das exportações do setor. Entre janeiro e setembro de 2026, o suco de laranja congelado movimentou US$ 48,62 milhões, equivalente a 68,2% das vendas externas do agronegócio sergipano. Os Países Baixos foram o principal destino do produto, que chega ao mercado europeu por meio desse importante ponto de entrada comercial.

Os óleos essenciais de laranja também contribuíram para o desempenho da cadeia citrícola, com US$ 9,58 milhões em exportações no período. A Índia foi o principal mercado comprador desse produto. Somados, o suco de laranja congelado e o óleo essencial de laranja corresponderam a 81,6% das vendas externas do agronegócio estadual, demonstrando a concentração das exportações em derivados da citricultura e o aproveitamento comercial de diferentes produtos da fruta.

Apesar da predominância dos cítricos, a pauta exportadora sergipana inclui outros produtos agroindustriais. O açúcar refinado registrou US$ 2,73 milhões em vendas externas, com destinos na África, no Oriente Médio e na América do Norte. Já o suco de abacaxi movimentou US$ 1,90 milhão, tendo os Países Baixos como principal comprador. A diversificação também abrange sucos e extratos vegetais, farinha de mandioca, frutas e couros bovinos.

No mercado de farinha de mandioca, Sergipe lidera as exportações entre os estados nordestinos e ocupa a quinta posição no ranking nacional, com vendas destinadas à Itália. Outro movimento registrado pelo boletim foi a retomada das exportações de couros e peles bovinas entre abril e setembro de 2026, período em que as operações somaram aproximadamente US$ 788,4 mil. Os resultados indicam novas frentes comerciais para produtos sergipanos além da cadeia citrícola.

A economista da Desenvolve-SE, Sudanês Pereira, destacou a necessidade de acompanhar as oportunidades de expansão das vendas externas. “Sergipe tem uma nova pauta de oportunidades para o comércio exterior. Temos novos produtos na pauta: a farinha de mandioca, os sucos de acerola e o abacaxi”, afirmou. Ela também apontou possibilidades relacionadas à cadeia global de couros bovinos, que abastece mercados como Turquia e Nigéria. A agência continuará monitorando os indicadores para identificar oportunidades e apoiar o desenvolvimento econômico estadual.

Fonte: Governo de Sergipe