Anvisa determina recolhimento de lote da água mineral Crystal após identificação de bactéria

03/06/2026 às 18:20:33

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quarta-feira, 3, o recolhimento e a suspensão da comercialização, distribuição e uso de um lote da água mineral Crystal após a detecção da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostras do produto. A medida atinge o lote LZ1 VAL200127 3 P 200126 da versão sem gás, fabricado pela Mineração Bom Jesus Ltda., em Luziânia (GO), empresa integrante do Sistema Coca-Cola.

Segundo a Anvisa, o lote reúne 374,4 mil garrafas de 500 mililitros, produzidas em 20 de janeiro de 2026 e com validade até 20 de janeiro de 2027. A agência orienta os consumidores a verificarem as informações impressas nos rótulos e recomenda que as unidades pertencentes ao lote afetado não sejam consumidas.

Os consumidores que possuem garrafas do lote interditado devem aguardar as orientações da fabricante sobre os procedimentos de devolução e reembolso. A medida foi adotada após a confirmação da presença da bactéria em análises laboratoriais realizadas por órgãos de vigilância sanitária.

De acordo com informações encaminhadas pela fabricante à Anvisa, a maior parte da distribuição ocorreu no Distrito Federal, que recebeu 230.443 unidades. Outras 66.768 garrafas foram destinadas a municípios de Goiás, 75.750 ao interior de São Paulo e 1.439 ao estado do Tocantins.

A empresa informou que iniciou o recolhimento das garrafas junto às distribuidoras logo após a identificação do problema. Segundo a fabricante, cerca de 99,2% das unidades já foram retiradas do mercado. Ainda conforme a empresa, não há registros de reclamações de consumidores relacionadas ao lote nos canais oficiais de atendimento.

A investigação teve início após uma coleta de rotina realizada pela Vigilância Sanitária do Distrito Federal. As amostras foram analisadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF), que identificou a presença da bactéria. O resultado foi posteriormente confirmado por contraprova, originando o Laudo de Análise Fiscal Definitivo nº 76.CP.0/2026.

Com a confirmação da contaminação, as autoridades sanitárias determinaram a interdição do lote e comunicaram o caso à Anvisa. Em nota, a Mineração Bom Jesus afirmou que instaurou uma investigação interna para identificar as causas da ocorrência e que está colaborando com a agência e demais órgãos responsáveis. Segundo a empresa, os indícios apontam que o problema está restrito ao lote recolhido, e a apuração permanece em andamento.

Fonte: ICL Notícias