Vice-prefeito ultrapassa limites e acende alerta vermelho na gestão do prefeito de Boquim

14/01/2026 às 19:46:26

O atual vice-prefeito de Boquim, Fernando de Beca (PSD), que foi promovido à condição de poder muito mais por sua ligação política direta com o então prefeito Eraldo de Andrade do que por força política própria, parece ter se empolgado demasiadamente com o espaço que lhe foi concedido pelo grupo do prefeito Jackson do Mangue Grande (PSD).

À época da formação da chapa, a leitura política era clara: Fernando surgia como uma peça estratégica para desequilibrar emocionalmente o então prefeito Eraldo de Andrade em 2024, e não como um protagonista capaz de modificar, por si só, o resultado eleitoral. Ocorre que, uma vez no poder, o vice assumiu papel central na indicação de cargos estratégicos da gestão, contando, ao que tudo indica, com a ingenuidade ou a boa-fé do prefeito, que acabou adotando como sua uma equipe de marketing ligada ao vice, o qual visivelmente tenta reluzir mais do que o número um do Executivo.

O resultado foi previsível. Seus principais indicados naufragaram, demonstrando inabilidade técnica, política e administrativa: um chefe de gabinete sem articulação política e uma equipe de comunicação preocupada prioritariamente em promover o vice e boicotar aliados do próprio prefeito. Agora, diante da necessidade de Jackson promover um remanejamento no secretariado — consequência direta dessas más escolhas —, Fernando de Beca teria se alterado e passado a atacar publicamente decisões que dizem respeito à gestão da qual ele próprio faz parte.

Informações fidedignas obtidas por este jornalista, junto a pessoas presentes no conhecido “senadinho político” da Praça Hermes Fontes, dão conta de que o vice-prefeito estava visivelmente alterado em seu estado emocional, deixando transparecer mágoas contra aliados e contra a própria administração. Segundo relatos, Fernando teria afirmado possuir um “grupo próprio” dentro da gestão municipal, que o seguiria em qualquer circunstância, insinuando, inclusive, a possibilidade de agir contra a administração caso seus interesses políticos continuem sendo contrariados.

Ainda segundo essas informações, o vice teria criticado duramente a presença do ex-deputado estadual Venâncio Fonseca, figura que teve papel decisivo em seu fortalecimento político dentro do agrupamento, chegando ao ponto de afirmar que Jackson poderá ser prefeito de apenas um mandato, caso insista nas mudanças realizadas no secretariado.

É importante destacar que nenhum “queridinho do vice” foi deixado desabrigado com as alterações promovidas. O que ocorreu, de fato, foi a redução da influência excessiva de Fernando de Beca nas grandes decisões da administração, algo absolutamente natural em qualquer gestão, onde o comando deve ser exercido pelo prefeito legitimamente eleito.

Analistas da política local apontam que a insatisfação do vice também estaria relacionada ao rebaixamento do então chefe de gabinete, Thiago Almeida, alvo constante de críticas populares em razão de sua fraca capacidade de articulação política. Comenta - se que até 2 mudanças sugeridas por um aliado de grande peso político e aprovadas pelo prefeito, na Procuradoria e Secretaria de Finanças, possivelmente teria deixado o vice-prefeito insatisfeito.

Desde o período eleitoral, após a confirmação de sua candidatura, Fernando de Beca teria atuado para isolar peças estratégicas da campanha e, com a vitória nas urnas, passou a tentar impor vontades, indicações e interesses pessoais dentro da gestão municipal. Esse comportamento vem gerando desgaste, desconforto e preocupação entre aliados e observadores atentos da cena política local.

Diante desse cenário, o alerta é inevitável: o prefeito Jackson precisa estar atento. A tentativa de um vice-prefeito de extrapolar suas funções, queimar aliados e se colocar acima do próprio gestor eleito representa um risco real à estabilidade administrativa e política do município.

Por fim, deixo claro que este texto é de inteira responsabilidade deste jornalista, sem qualquer influência externa. Qualquer tentativa de transferir cobranças a terceiros será respondida com a devida publicidade das manobras políticas que, porventura, venham a ser articuladas contra este comunicador.

Silenciados por muito tempo, chegou o momento de a sociedade de Boquim conhecer, com clareza, o comportamento de um vice-prefeito que vem ultrapassando limites institucionais, ameaçando aliados e tentando imperar mais do que o próprio prefeito.

Uma observação: muitos pensam assim, mas poucos tem a coragem ou independência para admitir.

O prefeito Jackson precisa reagir e não recuar do seu papel! Quem avisa, amigo é!