SES alerta sobre riscos à saúde com uso indiscriminado de canetas emagrecedoras

03/02/2026 às 08:49:48
Reprodução: Felipe Goetternauer

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Vigilância Sanitária Estadual (Covisa), emitiu um alerta à população nesta segunda-feira (2) sobre os perigos associados ao uso indiscriminado das chamadas canetas emagrecedoras. A recomendação acompanha a publicação da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 214/2026, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que ampliou as restrições sobre a venda de medicamentos não registrados no Brasil.

A normativa determina a proibição da comercialização de produtos como a tirzepartida das marcas Synedica e TG, bem como a substância retatrutida, ainda em fase de pesquisa clínica e sem autorização terapêutica no país. Apesar disso, essas substâncias têm sido ofertadas de forma irregular, sobretudo em mercados clandestinos e plataformas online, o que representa um risco elevado à saúde da população.

Segundo a gerente de medicamentos da Covisa, Fabiana Carvalho, a circulação desses produtos fora dos canais oficiais pode resultar em reações adversas imprevisíveis, erros de dosagem, contaminação e agravamento do quadro clínico dos usuários. “O uso de medicamentos experimentais ou adquiridos de forma irregular pode causar reações adversas imprevisíveis, erros de dosagem, contaminação e agravamento do estado de saúde”, alertou.

Carvalho também destacou que a venda irregular de medicamentos, especialmente em redes sociais ou sem receita médica, costuma envolver promessas enganosas sobre emagrecimento rápido, incentivando a automedicação. Mesmo os medicamentos regularizados só podem ser usados com prescrição, conforme estabelecido pela RDC nº 973/2025.

Orientações à população

As canetas emagrecedoras são medicamentos injetáveis que foram desenvolvidos originalmente para tratar diabetes tipo II e, em alguns casos, obesidade. No entanto, a aplicação dessas substâncias sem acompanhamento médico pode provocar efeitos indesejados, como náuseas, vômitos, diarreia, desidratação, hipoglicemia e outras complicações mais graves.

Para reduzir os riscos, a Covisa orienta que os cidadãos não adquiram medicamentos fora de farmácias autorizadas, evitem o uso de injetáveis sem prescrição e denunciem a comercialização irregular às autoridades sanitárias competentes. A medida faz parte de um esforço maior para proteger a população contra produtos sem comprovação de eficácia e segurança.

Com informações do Governo de Sergipe