Sergipe registra recorde histórico na produção de milho, com 1,25 milhão de toneladas em 2025

Sergipe alcançou um recorde histórico na produção de milho em 2025, com 1,25 milhão de toneladas colhidas, segundo levantamento divulgado pela Secretaria Especial de Planejamento, Orçamento e Inovação (Seplan) na última quarta-feira (28). O resultado representa um crescimento de 36,4% em relação a 2024 e integra o Perfil da Produção Agrícola Sergipana, elaborado pelo Observatório de Sergipe com base nos dados da Produção Agrícola Municipal (PAM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mesmo ano, o valor total da produção agrícola estadual chegou a R$ 3,12 bilhões.
O levantamento reúne informações sobre 27 culturas agrícolas, considerando indicadores como área plantada e colhida, quantidade produzida, rendimento médio e valor da produção. Do total movimentado pela agricultura sergipana, as lavouras temporárias responderam por R$ 2,20 bilhões, o equivalente a 70,6%, enquanto as permanentes somaram R$ 916,1 milhões, correspondentes a 29,4%.
O milho em grão liderou o ranking estadual em valor da produção, alcançando R$ 1,44 bilhão e representando 46,2% do total. Na sequência aparecem a laranja, com participação de 16,5%, e a cana-de-açúcar, com 9,6%. Juntas, as três culturas concentraram 72,3% do valor da produção agrícola de Sergipe em 2025.
Além do volume recorde de milho, o rendimento médio da cultura também apresentou crescimento. O indicador chegou a 6.659 quilos por hectare, uma alta de 30% em comparação com o ano anterior. Para o secretário de Estado da Agricultura, Zeca da Silva, o desempenho está relacionado a fatores como adaptação de materiais genéticos às condições climáticas do agreste, assistência técnica, acesso ao crédito, mecanização e investimentos em infraestrutura.
Entre as lavouras permanentes, a laranja ocupou a primeira posição em valor de produção, com R$ 516 milhões, o equivalente a 56,3% do total desse grupo. A produção alcançou 477,6 mil toneladas. O coco-da-baía apareceu na segunda colocação, com R$ 186,9 milhões, representando 20,4% do valor gerado pelas culturas permanentes.
A cana-de-açúcar também permaneceu entre as principais atividades agrícolas do estado, com uma produção de 2,31 milhões de toneladas em 2025. Apesar da relevância econômica, o volume apresentou redução de 16,2% em relação a 2024. Já a mandioca registrou produção de 165,5 mil toneladas, com destaque para Lagarto, município responsável por 38,1% da quantidade produzida em Sergipe.
O levantamento também identificou diferentes especializações agrícolas entre as regiões sergipanas. No agreste central, Carira e Frei Paulo se destacaram na produção de milho. No alto e médio sertão, a cultura apresentou participação expressiva em municípios como Nossa Senhora da Glória, Gararu, Feira Nova e Nossa Senhora das Dores. No centro-sul, Lagarto se sobressaiu na produção de laranja, enquanto Simão Dias teve destaque no cultivo de milho.
No sul do estado, Cristinápolis e Itabaianinha apresentaram relevância na citricultura. No baixo São Francisco, Neópolis se destacou na produção de coco-da-baía e Japoatã no cultivo de limão. Já o leste sergipano e a Grande Aracaju registraram diversidade de atividades agrícolas, com presença expressiva da cana-de-açúcar e de outras culturas.
Para a subsecretária de Estudos e Pesquisas e coordenadora do Observatório de Sergipe, Sarah França, o levantamento contribui para compreender as vocações produtivas dos municípios e orientar ações de desenvolvimento regional. “Esse estudo, elaborado pelo Observatório de Sergipe, evidencia a diversidade e a força da agricultura sergipana, ao revelar como cada município e seu território contribuem a partir de diferentes vocações produtivas. A produção de milho e da mandioca, a citricultura, o coco-da-baía e a cana-de-açúcar demonstram a riqueza da produção estadual, com destaque aos municípios com maior força produtiva. Essas informações qualificam o planejamento público, orientam políticas adequadas às realidades locais e fortalecem as cadeias produtivas, impulsionando o desenvolvimento regional a partir das potencialidades de cada região”, disse.
Fonte: Governo de Sergipe












