Sergipe registra recorde histórico na produção de milho, com 1,25 milhão de toneladas em 2025

30/10/2026 às 17:22:58
Foto: Ascom/Seagri

Sergipe alcançou um recorde histórico na produção de milho em 2025, com 1,25 milhão de toneladas colhidas, segundo levantamento divulgado pela Secretaria Especial de Planejamento, Orçamento e Inovação (Seplan) na última quarta-feira (28). O resultado representa um crescimento de 36,4% em relação a 2024 e integra o Perfil da Produção Agrícola Sergipana, elaborado pelo Observatório de Sergipe com base nos dados da Produção Agrícola Municipal (PAM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mesmo ano, o valor total da produção agrícola estadual chegou a R$ 3,12 bilhões.

O levantamento reúne informações sobre 27 culturas agrícolas, considerando indicadores como área plantada e colhida, quantidade produzida, rendimento médio e valor da produção. Do total movimentado pela agricultura sergipana, as lavouras temporárias responderam por R$ 2,20 bilhões, o equivalente a 70,6%, enquanto as permanentes somaram R$ 916,1 milhões, correspondentes a 29,4%.

O milho em grão liderou o ranking estadual em valor da produção, alcançando R$ 1,44 bilhão e representando 46,2% do total. Na sequência aparecem a laranja, com participação de 16,5%, e a cana-de-açúcar, com 9,6%. Juntas, as três culturas concentraram 72,3% do valor da produção agrícola de Sergipe em 2025.

Além do volume recorde de milho, o rendimento médio da cultura também apresentou crescimento. O indicador chegou a 6.659 quilos por hectare, uma alta de 30% em comparação com o ano anterior. Para o secretário de Estado da Agricultura, Zeca da Silva, o desempenho está relacionado a fatores como adaptação de materiais genéticos às condições climáticas do agreste, assistência técnica, acesso ao crédito, mecanização e investimentos em infraestrutura.

Entre as lavouras permanentes, a laranja ocupou a primeira posição em valor de produção, com R$ 516 milhões, o equivalente a 56,3% do total desse grupo. A produção alcançou 477,6 mil toneladas. O coco-da-baía apareceu na segunda colocação, com R$ 186,9 milhões, representando 20,4% do valor gerado pelas culturas permanentes.

A cana-de-açúcar também permaneceu entre as principais atividades agrícolas do estado, com uma produção de 2,31 milhões de toneladas em 2025. Apesar da relevância econômica, o volume apresentou redução de 16,2% em relação a 2024. Já a mandioca registrou produção de 165,5 mil toneladas, com destaque para Lagarto, município responsável por 38,1% da quantidade produzida em Sergipe.

O levantamento também identificou diferentes especializações agrícolas entre as regiões sergipanas. No agreste central, Carira e Frei Paulo se destacaram na produção de milho. No alto e médio sertão, a cultura apresentou participação expressiva em municípios como Nossa Senhora da Glória, Gararu, Feira Nova e Nossa Senhora das Dores. No centro-sul, Lagarto se sobressaiu na produção de laranja, enquanto Simão Dias teve destaque no cultivo de milho.

No sul do estado, Cristinápolis e Itabaianinha apresentaram relevância na citricultura. No baixo São Francisco, Neópolis se destacou na produção de coco-da-baía e Japoatã no cultivo de limão. Já o leste sergipano e a Grande Aracaju registraram diversidade de atividades agrícolas, com presença expressiva da cana-de-açúcar e de outras culturas.

Para a subsecretária de Estudos e Pesquisas e coordenadora do Observatório de Sergipe, Sarah França, o levantamento contribui para compreender as vocações produtivas dos municípios e orientar ações de desenvolvimento regional. “Esse estudo, elaborado pelo Observatório de Sergipe, evidencia a diversidade e a força da agricultura sergipana, ao revelar como cada município e seu território contribuem a partir de diferentes vocações produtivas. A produção de milho e da mandioca, a citricultura, o coco-da-baía e a cana-de-açúcar demonstram a riqueza da produção estadual, com destaque aos municípios com maior força produtiva. Essas informações qualificam o planejamento público, orientam políticas adequadas às realidades locais e fortalecem as cadeias produtivas, impulsionando o desenvolvimento regional a partir das potencialidades de cada região”, disse.

Fonte: Governo de Sergipe