Sergipe figura entre os estados que mais ampliaram o emprego formal no país

30/01/2026 às 09:50:32
Reprodução: Governo de Sergipe

Sergipe encerrou o ano de 2025 com 358.143 trabalhadores com carteira assinada, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quinta-feira (29) e avaliados pelo Observatório do Trabalho, ligado à Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo (Seteem). O desempenho colocou o estado na 8ª posição nacional em crescimento relativo na geração de empregos formais em comparação com 2024.

Ao longo do ano, foram criados 15.457 novos postos de trabalho com carteira assinada, número que representa um aumento de 30% em relação a 2022, quando o saldo foi de 11.834 vínculos. O resultado reflete os efeitos de políticas públicas e estratégias adotadas pela gestão estadual com foco no fortalecimento da economia e na ampliação das oportunidades de trabalho.

Entre os setores que mais contribuíram para o crescimento do emprego em 2025, o destaque foi o de Serviços, responsável pela criação de 8.021 vagas formais. Na sequência aparecem a Construção, com saldo de 3.991 postos, e o Comércio, que gerou 3.973 novas oportunidades.

Para o secretário de Estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo, Jorge Teles, os números confirmam o bom momento do mercado de trabalho sergipano. Segundo ele, o desempenho é resultado de ações articuladas voltadas ao estímulo econômico, à qualificação da mão de obra e à aproximação entre empresas e trabalhadores. “O crescimento observado demonstra a efetividade das políticas públicas e o fortalecimento da formalização, com reflexos diretos na renda e na qualidade de vida da população”, afirmou.

Os dados do Caged também indicam avanço nos rendimentos. Em dezembro de 2025, o salário médio real de admissão em Sergipe alcançou R$ 2.157,62, o que representa alta de 14,82% em relação a novembro do mesmo ano (R$ 1.879,07) e de 24,21% na comparação com dezembro de 2024 (R$ 1.737,00).

Esse movimento positivo impactou a distribuição de renda no estado. De acordo com levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV), Sergipe registrou crescimento de 9,89 pontos percentuais na participação das classes A, B e C entre 2022 e 2024. O dado revela que milhares de famílias melhoraram sua condição econômica, impulsionadas principalmente pela valorização do trabalho e pelo acesso ao emprego formal, com ampliação da presença da classe média.

O cenário favorável é atribuído a um conjunto de medidas implementadas pelo Governo do Estado, que incluem aumento de investimentos, fortalecimento do ambiente de negócios e ações voltadas à atração de novos empreendimentos. A descentralização das oportunidades, com estímulo ao desenvolvimento no interior, também tem sido apontada como fator relevante para a expansão do emprego em todas as regiões sergipanas.

Programas como o Qualifica Sergipe e o Primeiro Emprego têm desempenhado papel estratégico nesse processo, ao oferecer capacitação alinhada às demandas do mercado e ampliar as chances de inserção profissional. Aliadas a políticas de incentivo econômico, essas iniciativas têm contribuído para a geração de empregos formais e para o crescimento sustentável da economia estadual.

Destaques de 2025

O ano de 2025 consolidou Sergipe como um dos estados com melhor desempenho no mercado de trabalho brasileiro. Em novembro, o estado atingiu o maior número de trabalhadores formais de sua história, com 360.527 vínculos, segundo o Novo Caged. No mesmo período, foi registrada a menor taxa de desemprego já observada em Sergipe: 7,7% no terceiro trimestre, evidenciando a ampliação das oportunidades e o avanço da formalização.

Outro resultado expressivo foi o fortalecimento da inclusão produtiva, especialmente entre jovens e pessoas em situação de vulnerabilidade. Sergipe alcançou a 5ª posição nacional no cumprimento da cota de aprendizagem e liderou o ranking no Nordeste, registrando também o maior número de aprendizes contratados desde o início da série histórica.

Esse conjunto de avanços levou o estado a ser reconhecido pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social como o que mais reduziu desigualdades sociais nos últimos dois anos, conforme estudo da FGV. Como reflexo desse cenário, a partir de outubro, Sergipe passou a contabilizar mais trabalhadores com carteira assinada do que beneficiários do Bolsa Família, indicando a migração de milhares de famílias da assistência social para o mercado formal de trabalho.

Com informações do Governo de Sergipe