Quando a política desrespeita pessoas e transforma até a dor em palanque

27/01/2026 às 11:15:15

Desde que rompeu com o Governo do Estado, ainda no ano passado, após o resultado negativo nas urnas em sua principal base eleitoral, Itabaianinha, o deputado federal Thiago de Joaldo passou a demonstrar um comportamento cada vez mais errático e marcado pelo desespero político. Sem um projeto claro e sem articulação consistente, viu suas chances de reeleição diminuírem drasticamente, especialmente após perder o apoio de prefeitos e lideranças do interior — consequência direta de uma escolha política mal calculada e desconectada da realidade.

O rompimento não se deu por divergências administrativas relevantes ou por discordâncias programáticas com o governador. Pelo contrário: Thiago integrou a base do governador Fábio Mitidieri por quase três anos, período em que concordou integralmente com a condução da gestão estadual. A mudança de postura só ocorreu quando sua família, que comandou Itabaianinha por quase 30 anos de forma ininterrupta, perdeu a prefeitura e, com ela, o controle político do município.

A verdadeira frustração está no fato de o Governo do Estado não ter adotado a postura de perseguição esperada por Thiago contra a atual gestão municipal. Ao contrário do que ele imaginava, o Estado manteve e ampliou o apoio institucional a Itabaianinha, liberando recursos, garantindo investimentos e apostando no fortalecimento de uma nova liderança local: o prefeito Eraldo do Frigorífico, responsável por encerrar um ciclo de quase três décadas de domínio da família Joaldo no poder.

Sem base política sólida e sem resultados concretos para apresentar, o deputado passou a investir na chamada lacração digital. Tentou politizar um trágico acidente ocorrido no último final de semana em rodovia estadual, que vitimou duas meninas, ignorando que o próprio Governo do Estado já havia autorizado recursos para a recuperação das estradas de acesso ao município. O episódio mais grave, no entanto, foi a gravação de um vídeo em pleno fim de semana, com famílias ainda em luto, transformando dor e sofrimento em palanque político — atitude vista por muitos como desrespeitosa e oportunista.

Enquanto isso, Eraldo segue fazendo o que se espera de quem governa com responsabilidade: diálogo institucional, parceria com o Estado e busca por soluções reais. Obras começam a sair do papel, recursos chegam e problemas históricos passam a ser enfrentados. O contraste é evidente: de um lado, a política do resultado; do outro, o desespero de quem rompeu, perdeu espaço e agora aposta no barulho e no desrespeito como última tentativa de sobrevivência eleitoral.