Professores da rede estadual anunciam greve de 48 horas em Sergipe a partir desta quarta-feira

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica da Rede Oficial do Estado de Sergipe (Sintese) anunciou uma greve de 48 horas dos professores da rede estadual a partir desta quarta-feira, 26. A paralisação foi aprovada pela categoria em assembleia realizada no dia 19 de agosto e ocorre em protesto contra a iniciativa do Governo de Sergipe de pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para não cumprir a decisão que determina a retomada dos escalonamentos da carreira do magistério.
Segundo o Sintese, a mobilização é uma reação à tentativa do governo de adiar ou impedir o cumprimento de uma decisão judicial considerada histórica pela categoria. O sindicato afirma que a medida ocorre após 14 anos de reivindicações pela recuperação do plano de carreira dos professores e que, desde a decisão do STF, tem cobrado do Estado a retomada dos escalonamentos, sem que uma proposta tenha sido apresentada.
A primeira atividade da paralisação está prevista para esta quarta-feira, às 8h, no Calçadão da João Pessoa, em frente ao antigo Bingo Palace, no Centro de Aracaju. De acordo com o sindicato, o ato terá como objetivo dialogar com a população e apresentar os motivos que levaram os professores a aderirem à greve.
Na quinta-feira, 27, os professores devem realizar uma marcha pelas ruas da capital. A concentração está marcada para as 15h30, em frente ao Iate Clube, com caminhada prevista até o Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE).
Decisão judicial
De acordo com o Sintese, em outubro de 2025, o STF declarou inconstitucional a Lei 213/2011 e determinou o retorno dos escalonamentos da carreira do magistério, de 40% a 100%, conforme previsto anteriormente pela Lei Estadual nº 163/2009. O sindicato afirma que o governador Fábio Mitidieri protocolou documento no Supremo solicitando autorização para não cumprir a decisão.
O Estado de Sergipe, por outro lado, informou que o TJSE determinou ao Sintese que se abstenha de realizar a greve. Em caso de descumprimento, foi estabelecida multa diária de R$ 60 mil, limitada a R$ 600 mil. Na decisão, segundo o governo, o tribunal apontou problemas relacionados à comunicação prévia aos estudantes e famílias e à ausência de um plano operacional concreto para garantir a continuidade dos serviços durante a paralisação.
Mesmo diante da determinação judicial, o Sintese mantém a programação anunciada para os dois dias de mobilização. A entidade sustenta que a greve busca pressionar pelo cumprimento da decisão judicial relacionada ao plano de carreira dos professores da rede estadual.
Fonte: Portal Fan F1












