Oposição em ebulição: Moana reage a possível recuo de Emília sobre apoio a Rodrigo ao Senado

O clima no agrupamento de oposição em Sergipe entrou em ebulição após a prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, afirmar que o segundo voto ao Senado será definido pelo seu grupo, colocando sob dúvida o apoio ao deputado Rodrigo Valadares — posição que, até pouco tempo, era tratada como consolidada e reiterada publicamente.
A tensão se intensificou a partir do momento em que Rodrigo assumiu o comando estadual do PL, passando a atuar com autonomia partidária e projeto próprio. Desde então, o alinhamento automático com Emília foi substituído por ruídos, desconfiança e disputas silenciosas por protagonismo dentro da oposição.
Um episódio recente, considerado emblemático nos bastidores, já evidenciava o desgaste da relação. No lançamento da pedra fundamental do Hospital Pedrinho Valadares, em homenagem ao seu pai, no município de Nossa Senhora do Socorro, Emília não compareceu, alegando outros compromissos mais importantes, e sequer enviou qualquer representante do seu staff. Em contraste, estiveram presentes aliados do governador, o próprio Fábio Mitidieri e o vice-prefeito Ricardo Marques, recém-rompido com a prefeita, reforçando a leitura de isolamento político do PL naquele ato.
O desgaste se aprofundou quando chegou ao conhecimento da prefeita que Rodrigo estaria dialogando com Ricardo Marques para a formação de um novo bloco político visando as eleições estaduais, com a possibilidade de Ricardo disputar o Governo e Rodrigo o Senado. No núcleo de Emília, a articulação foi interpretada como paralela, sem aviso e fora do arranjo político que ela pretendia liderar.
A reação de Moana Valadares, em mensagens reveladas por Luiz Carlos Foca, elevou ainda mais o tom do conflito. Em um dos trechos, Moana assegura que Emília já havia dado a palavra ao PL ao assumir compromissos políticos em 2024: “Quando a apoiamos em 2024, ela assumiu o compromisso não só com Rodrigo, mas com Bolsonaro, de apoiar seu candidato a presidente e Rodrigo Valadares para o Senado”. Na sequência, é categórica ao afirmar que qualquer mudança nesse entendimento representaria uma quebra grave de confiança, ao cravar: “Será uma grande traição se as coisas saírem diferente disso”.
Na avaliação política, a mensagem não apenas acusa quebra de palavra, como também escancara um ultimato. Ao afirmar que “não há nada que impeça o PL de lançar candidatura própria ao governo” e destacar que o partido tem estrutura para disputar o segundo turno, Moana deixa transparecer, de forma explícita, a possibilidade de o PL migrar para um projeto solo em Sergipe. O recado é direto: diante do distanciamento político e da quebra de confiança, o partido não descarta seguir sozinho — aprofundando o racha e tornando ainda mais frágil a ideia de uma oposição unificada para 2026.
Segue o print de mensagens enviada por Moana Valadares:













