Maestro Guilherme Mannis se despede da Orquestra Sinfônica de Sergipe após quase 20 anos

06/02/2026 às 09:11:30
Foto: Júlia Rodrigues

O maestro Guilherme Mannis deixou a direção artística e a regência titular da Orquestra Sinfônica de Sergipe (ORSSE). O desligamento ocorreu a pedido do próprio regente, formalizado na última quarta-feira, 4, após sua aprovação em concurso público para o cargo de professor de Regência no Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre.

À frente da Orsse por 19 anos e seis meses, Mannis conduziu 19 temporadas artísticas e teve papel central na consolidação da orquestra no cenário cultural sergipano. Durante esse período, contribuiu para a organização da estrutura artística do grupo, o fortalecimento institucional da orquestra e a manutenção de um corpo artístico estável, garantindo a produção contínua da música de concerto no estado.

Sob sua gestão, a Orsse também se destacou como espaço de formação e projeção profissional de músicos, muitos dos quais hoje atuam em orquestras de renome no Brasil e no exterior. Além disso, a atuação do maestro ampliou o diálogo da orquestra com a cena cultural local e diversificou os projetos artísticos, aproximando o público de diferentes linguagens e expressões musicais.

Em nota, o Governo de Sergipe, por meio da Fundação de Cultura e Arte Aperipê (Funcap), informou que o processo de escolha do novo diretor artístico e regente titular será conduzido de forma institucional e dialogada, com a participação do governador, da Funcap e das comissões representativas dos músicos da Orsse. A definição seguirá critérios técnicos e artísticos, com o objetivo de assegurar a continuidade do trabalho desenvolvido. Enquanto isso, a programação da temporada segue normalmente, sem alterações.

Em sua despedida, Guilherme Mannis destacou os avanços construídos ao longo dos anos. Segundo ele, a Orsse ampliou sua relação com o público e fortaleceu o vínculo com a cultura sergipana, ao desenvolver projetos que extrapolaram o repertório sinfônico tradicional. O maestro também agradeceu aos músicos, à equipe técnica e ao público, ressaltando o vínculo construído ao longo de sua trajetória.

O presidente da Funcap, Gustavo Paixão, ressaltou que a atuação de Mannis foi fundamental para estruturar e profissionalizar a Orquestra Sinfônica de Sergipe, deixando um legado importante para a música de concerto no estado. Já o secretário especial da Cultura, Valadares Filho, destacou a contribuição do maestro para a formação de músicos, a ampliação do acesso à música sinfônica e o fortalecimento das políticas culturais voltadas ao setor.

Com informações do Governo de Sergipe