Itabaiana segue em alerta máximo para o Aedes Aegypti, enquanto 47 municípios de Sergipe estão em risco médio

29/07/2026 às 13:58:34
Imagem gerada por inteligência artificial

O quarto Levantamento Rápido de Índice de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) de 2026 revelou que 47 dos 75 municípios sergipanos estão classificados com risco médio de infestação, enquanto quatro cidades permanecem em situação de alto risco: Frei Paulo, Itabaiana, Graccho Cardoso e Nossa Senhora da Glória. Outros 24 municípios apresentam baixo risco, segundo dados divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES).

Entre os municípios em situação crítica, Itabaiana chama a atenção por um motivo preocupante. O município é o único de Sergipe que permaneceu em alto risco em todas as quatro edições do LIRAa realizadas neste ano, registrando índices de 5,1; 4,8; 4,9; e 4,4, respectivamente. 

Embora tenha apresentado redução no último levantamento, o índice continua acima do limite considerado seguro, mantendo a cidade em alerta máximo para dengue, zika e chikungunya.

Além de Itabaiana, os municípios de Frei Paulo e Nossa Senhora da Glória permaneceram na faixa de alto risco, enquanto Graccho Cardoso passou a integrar o grupo após saltar de índice 1,7 para 5,8. Apesar desse cenário, a SES destacou uma melhora no panorama estadual: o número de cidades em alto risco caiu de sete para quatro, com Areia Branca, Riachão do Dantas, Ribeirópolis e Simão Dias deixando a faixa mais crítica e passando para risco médio.

A pesquisa também apontou aumento no número de municípios classificados com baixo risco, que passou de 19 para 24, enquanto o grupo de risco médio ficou praticamente estável, reunindo 47 municípios, o equivalente a 62,67% das cidades sergipanas. O levantamento é realizado pelos Agentes de Combate às Endemias (ACE) e serve como base para orientar as ações de combate ao mosquito transmissor das arboviroses.

A Secretaria de Estado da Saúde reforça que a principal forma de prevenção continua sendo a eliminação de recipientes que acumulam água parada, como vasos de plantas, caixas d'água destampadas, pneus e outros objetos que possam servir de criadouros para o Aedes aegypti. A participação da população é considerada fundamental para reduzir os índices de infestação em todo o estado.