Investigação sobre denúncia de abuso infantil em escola de Aracaju é encerrada

A Polícia Civil de Sergipe concluiu, nesta sexta-feira (30), a investigação referente a uma denúncia de suspeita de abuso contra uma criança em uma escola particular de Aracaju. Após a apuração, a instituição informou que não foram encontrados elementos suficientes que confirmem a ocorrência do crime nem a autoria.
Segundo informações repassadas pela polícia, o laudo emitido pelo Instituto Médico Legal (IML) não identificou lesões ou vestígios libidinosos na criança. O resultado foi considerado neutro em relação à existência de abuso recente, o que contribuiu para a ausência de comprovação material do fato denunciado.
A investigação também contou com a análise técnica das imagens do sistema de segurança da unidade escolar. De acordo com a Polícia Civil, os registros demonstraram que, na data mencionada na denúncia, a funcionária citada não esteve presente na sala onde a criança permanecia.
Além dos exames e das imagens, depoimentos colhidos ao longo do inquérito apontaram que a criança já apresentava seletividade sensorial. Ainda conforme a polícia, não foi possível concluir o depoimento especial no âmbito do Poder Judiciário, etapa importante em casos que envolvem crianças e adolescentes.
Diante do conjunto de provas consideradas inconclusivas, a Polícia Civil informou que os autos do inquérito serão encaminhados ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, que irão avaliar os próximos encaminhamentos do caso.
O caso veio à tona após a Polícia Civil instaurar um inquérito para apurar uma denúncia de suposto abuso contra uma criança de quatro anos em uma escola particular de Aracaju. À época, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que as investigações estavam sob responsabilidade da Delegacia Especializada da Criança e do Adolescente Vítima (DEACAV), vinculada ao Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV). O nome da instituição de ensino não foi divulgado, e, segundo a SSP, todas as diligências foram conduzidas com adoção das medidas legais cabíveis, respeitando o sigilo do inquérito e a preservação da integridade da criança.











