Inspirado no combate ao abuso arrecadatório do prefeito Sérgio Reis, Gustinho Ribeiro apresenta PL para barrar cobrança de IPTU no campo em todo o Brasil

O deputado federal lagartense Gustinho Ribeiro (Republicanos-SE) anunciou que vai protocolar, com a retomada dos trabalhos legislativos na Câmara dos Deputados, um projeto de lei que proíbe a cobrança de IPTU em áreas rurais em todo o Brasil. A iniciativa surge como um freio necessário a uma prática cada vez mais comum entre gestores municipais: transformar áreas produtivas do campo em “zonas de expansão urbana” apenas no papel, sem qualquer planejamento real, unicamente para ampliar a arrecadação e empurrar a conta para quem menos pode pagar — justamente onde os serviços urbanos mais falham.
A proposta dialoga diretamente com o que hoje se discute em Lagarto, onde a gestão do prefeito Sérgio Reis tenta avançar com mudanças na Planta Genérica de Valores e estender a cobrança de IPTU para povoados e áreas rurais, movimento que tem provocado forte reação popular.
O “novo jeito” que revelou o mais velho modelo
Durante a campanha, Sérgio Reis construiu uma narrativa sedutora. Prometeu governar de um “novo jeito”, apresentou um plano de governo inflado de promessas mirabolantes e vendeu a ideia de que Lagarto viveria uma revolução administrativa — quase como se fosse se transformar numa espécie de “Dubai do Nordeste”.
Passado o discurso, o que se vê é bem diferente. A suposta novidade revelou-se, na prática, o que há de mais atrasado na política administrativa: uma máquina pública inchada, tomada por cargos comissionados, gastos milionários com publicidade oficial e uma gestão que parece mais preocupada em construir narrativa do que em entregar resultados concretos.
A propaganda cresce, mas os serviços não acompanham. A comunicação tenta maquiar aquilo que a população sente no dia a dia: ineficiência, desorganização e incapacidade de manter até mesmo estruturas que já funcionavam anteriormente.
Mais cargos, mais contratos, menos resultados
O contraste com a gestão anterior é inevitável. Com menos recursos do que os disponíveis hoje, era possível fazer mais. Atualmente, apesar de um orçamento robusto, a prefeitura parece patinar até mesmo na execução básica.
Enquanto isso, contratos milionários são celebrados, muitos deles cercados de questionamentos públicos, e os recursos aparentemente somem quando se trata do que realmente importa: saúde funcionando, serviços essenciais em dia e atenção às comunidades mais vulneráveis.
O governo Sérgio Reis passa a impressão de governar para atender aos interesses de uma pequena elite empresarial, enquanto a população mais pobre e as famílias da zona rural agonizam com serviços ineficazes e ausência de políticas públicas consistentes.
Quando a incompetência vira imposto
Diante da incapacidade de gerir bem os recursos que o município já possui — e que antes rendiam mais — a saída encontrada pela atual gestão parece ser a mais fácil e a mais injusta: transferir a conta para o povo.
A tentativa de reajustar o IPTU e estender sua cobrança à zona rural escancara uma lógica perigosa: quando falta eficiência, sobra sanha arrecadatória. Em vez de cortar excessos, rever prioridades ou enxugar a máquina pública, opta-se por penalizar famílias lagartenses que já enfrentam dificuldades para fechar o mês.
É nesse cenário que o projeto de Gustinho Ribeiro ganha relevância nacional. O deputado transforma um problema local em alerta para todo o Brasil, ao impedir que prefeitos utilizem o zoneamento urbano como instrumento de arrecadação abusiva disfarçada.
Um grito que ecoa além de Lagarto
Ao defender o produtor rural e o morador do campo, Gustinho não apenas apresenta um projeto de lei. Ele expõe um modelo de gestão que se repete pelo país: gastar mal, prometer muito e cobrar do povo para tapar buracos administrativos.
Fica a expectativa — e o apelo — para que o prefeito Sérgio Reis reflita após esse grito de alerta nacional. Que recue dessa proposta nociva, abandone a obsessão arrecadatória e passe a gerir com mais zelo, eficiência e responsabilidade os vastos recursos que Lagarto já possui.
Porque governar não é arrecadar mais.
Governar bem é apenas cuidar melhor.











