GTA de Sergipe participa de operação contra garimpo ilegal e apreende ouro e combustível

13/02/2026 às 15:58:11

Militares do Grupamento Tático Aéreo (GTA) da Secretaria da Segurança Pública de Sergipe (SSP/SE) estiveram entre os agentes que participaram de uma operação do Ibama e de forças federais para combater o garimpo ilegal em áreas de proteção ambiental na região Norte do Brasil. A ação ocorreu na Estação Ecológica do Jari e na Floresta Estadual do Paru, na divisa entre os estados do Pará e Amapá, onde foram apreendidos ouro, combustível e equipamentos utilizados pelos criminosos.

A Estação Ecológica do Jari (ESEC do Jari) é uma unidade de conservação federal de proteção integral, criada com a finalidade de preservar ecossistemas naturais e promover pesquisas científicas. Nessas áreas, atividades econômicas como a exploração mineral são totalmente proibidas por lei, justamente por sua importância para a manutenção da biodiversidade da Amazônia e para a proteção de espécies ameaçadas, cursos d’água e comunidades tradicionais. A presença do garimpo ilegal ali representa um risco grave ao meio ambiente e às condições de vida desses ecossistemas sensíveis. 

Durante a operação mais recente, organizada pelo Ibama entre os dias 3 e 8 de fevereiro de 2026, foram destruídos maquinários utilizados na extração de minerais, incluindo veículos pesados, embarcações e até uma aeronave usada como suporte logístico. As equipes federais apreenderam 217,5 gramas de ouro e cerca de 43 mil litros de combustível, um dos insumos que sustenta as atividades clandestinas. A ação também desarticulou parte da infraestrutura logística mantida pelos grupos ilegais. 

A participação dos militares do GTA de Sergipe foi possível graças a um termo de cooperação técnica entre o Governo do Estado e o Ibama, que habilita integrantes da corporação para participar ativamente de operações ambientais em âmbito nacional. A atuação conjunta busca, além de repressão, desestimular a expansão de áreas degradadas por garimpo e a contaminação por substâncias tóxicas como mercúrio, frequentemente utilizadas na separação do ouro e que podem persistir por décadas no meio ambiente. 

O combate ao garimpo ilegal tem sido foco de diversas operações integradas no país. Em outras regiões da Amazônia, ações conjuntas entre órgãos como a Polícia Federal, o Ibama e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) já resultaram na destruição de dragas, embarcações e maquinários, além da aplicação de multas e apreensões de recursos utilizados na atividade criminosa. Essas operações refletem um esforço permanente das autoridades para conter uma atividade que, apesar de ilegal, se expande e causa danos ambientais profundos, como desmatamento, contaminação de rios e degradação de unidades de conservação.