Gestão Juliana Cardoso transforma abandono em ação e retoma obra esquecida na Matinha

08/01/2026 às 16:57:46

Durante anos, quem passava pelo povoado Matinha via mais do que concreto inacabado. Via o retrato do descaso. Uma quadra prometida, iniciada e abandonada, transformada em monumento à irresponsabilidade administrativa. Obra parada não é apenas uma falha de gestão: é dinheiro público jogado fora e esperança popular pisoteada.

Por isso, a retomada da quadra pela gestão da prefeita Juliana Cardoso não pode ser tratada como um simples ato administrativo. É, antes de tudo, uma decisão política. A decisão de olhar para trás, identificar erros e ter coragem de enfrentá-los. Em tempos em que muitos preferem inaugurar placas e esquecer esqueletos, concluir o que foi deixado para trás é um gesto que merece registro.

A quadra da Matinha deveria ter sido, desde o início, um espaço de convivência, esporte e cidadania. Mas virou símbolo de abandono. E símbolos importam. Eles comunicam. E esse comunicava claramente: “vocês não são prioridade”. Quando uma gestão assume e decide mudar essa mensagem, o recado também é claro: agora é diferente.

Juliana Cardoso acerta ao afirmar que sua gestão não vira as costas para obras inacabadas. Porque governar não é escolher apenas o que dá mais voto ou mais visibilidade. Governar é resolver problemas, inclusive aqueles herdados, incômodos e silenciosos.

A retomada da quadra da Matinha não é favor, é obrigação. Mas, no Brasil, onde o óbvio muitas vezes não acontece, cumprir a obrigação vira mérito. E quando a política decide sair do discurso e entrar no canteiro de obras, quem ganha é a população.

Matinha volta a sonhar. E Umbaúba entende, na prática, que avanço não é prometer o novo esquecendo o velho — é concluir, entregar e respeitar quem sempre esperou demais.