Demissões em massa confirmam desastre financeiro em Lagarto e ampliam rejeição à gestão Sérgio Reis

01/09/2026 às 15:19:44
Imagem gerada por inteligência artificial

A crise financeira da Prefeitura de Lagarto ganhou um novo capítulo com uma onda de demissões que agora vem atingindo principalmente trabalhadores da Educação municipal. Vigilantes, monitores de apoio a alunos, professores e agentes de apoio estão entre os profissionais desligados, em meio a meses de atraso nos pagamentos a fornecedores e prestadores de serviços, problema que se acumula desde junho. São trabalhadores de menor remuneração, mas responsáveis por funções essenciais para o funcionamento dos serviços públicos.

O cenário contrasta com a promessa de Sérgio Reis de otimizar a gestão e “fazer mais com os mesmos recursos”. Mesmo com o aumento da arrecadação municipal por meio da criação e elevação de tributos, a administração enfrenta dificuldades financeiras e, na avaliação política local, entrega menos serviços e obras do que a gestão anterior, que era alvo de críticas. A fragilidade das contas já havia sido sinalizada pelo Tribunal de Contas do Estado de Sergipe (TCE-SE), que barrou contratações milionárias de artistas com altos cachês para o Festival da Mandioca, em junho deste ano.

A forma escolhida para reduzir despesas, neste momento crítico, também provoca questionamentos sobre as prioridades e escolhas da atual administração. Enquanto profissionais que atuam em setores fundamentais, como a Educação, são dispensados, aliados e amigos próximos do prefeito permanecem em cargos de alto escalão, com salários elevados e funções consideradas menos prioritárias diante das necessidades da população. A escolha acaba transferindo o peso do ajuste justamente para trabalhadores que desempenham serviços essenciais para a sociedade e, principalmente, para o sustento de suas famílias.

As demissões acontecem em pleno período eleitoral e ampliam o desgaste político do grupo comandado por Sérgio Reis. Nesse contexto, há quem avalie que a repercussão das medidas pode respingar na candidatura à reeleição de seu irmão, o deputado federal Fábio Reis. A avaliação, porém, está inserida no debate político local e não representa, por parte deste veículo de imprensa, uma previsão afirmativa sobre o resultado eleitoral, mas revela o potencial de desgaste de uma medida impopular adotada em meio à campanha.

Enquanto a Prefeitura enfrenta dificuldades, o Governo do Estado vem garantindo investimentos e obras importantes em Lagarto, ajudando a reduzir os danos provocados pela crise decorrente de uma gestão local ineficiente. Na prática, o governador Fábio Mitidieri acaba se comportando como um verdadeiro “prefeito” da cidade, realizando obras e investimentos que a Prefeitura está incapaz de executar. O ponto de atenção é que, quando os investimentos estaduais não são devidamente destacados pela administração municipal, parte da população pode acabar associando essas obras à Prefeitura. Essa percepção pode representar, inclusive, um efeito político indesejado para o governador, que busca a reeleição, e corre o risco de deixar de receber o devido reconhecimento por ações realizadas pelo Estado, uma vez que o prefeito Sérgio Reis aparenta tentar faturar politicamente sozinho com os resultados dessas conquistas.