Brasil rebate críticas de Trump sobre combate ao crime organizado

O governo brasileiro negou, na quarta-feira (16), que existam falhas ou omissões do país no combate ao crime organizado transnacional. Em nota, o Ministério da Justiça e Segurança Pública respondeu às críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a atuação brasileira contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), organizações que foram classificadas pelos Estados Unidos como terroristas.
Segundo o Ministério da Justiça, o governo brasileiro seguirá atuando de forma soberana e coordenada no enfrentamento às organizações criminosas. A manifestação ocorreu após o governo norte-americano cobrar do Brasil medidas contra as duas facções em documento enviado ao Congresso dos Estados Unidos.
O relatório norte-americano apresenta anualmente uma lista de países considerados grandes produtores ou rotas de trânsito de drogas. O Brasil não está entre os 23 países relacionados no documento, mas foi citado na parte narrativa, que relaciona o PCC e o Comando Vermelho a uma ameaça à segurança internacional. Para o governo brasileiro, essa menção não representa uma classificação formal de descumprimento prevista na legislação dos Estados Unidos.
Na nota, o Ministério da Justiça citou a Lei Antifacção, sancionada em março de 2026, como uma das medidas adotadas pelo Brasil. A legislação prevê penas mais severas para líderes de organizações criminosas e mecanismos voltados ao enfraquecimento financeiro das facções. O governo também mencionou o Programa Brasil contra o Crime Organizado, lançado em maio, com ações voltadas ao combate financeiro às organizações criminosas, ao fortalecimento do sistema prisional e à investigação de homicídios e do tráfico de armas.
O governo brasileiro também citou uma proposta de cooperação apresentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao governo dos Estados Unidos, em Washington, em 7 de maio. A iniciativa incluía medidas conjuntas de combate à lavagem de dinheiro, compartilhamento de inteligência e enfrentamento ao tráfico de armas. Segundo o Ministério da Justiça, até o momento não houve resposta do governo norte-americano à proposta.
Fonte: Portal Fan F1












