Alessandro Vieira pede quebra de sigilo de empresa ligada a irmãos de Toffoli

09/02/2026 às 16:47:49

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) protocolou, na CPI do Crime Organizado, requerimento solicitando a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da empresa Maridt Participações S.A., controlada por José Carlos Dias Toffoli e José Eugênio Dias Toffoli, irmãos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli. O pedido abrange o período de janeiro de 2022 a fevereiro de 2026 e inclui a solicitação de Relatórios de Inteligência Financeira ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Para Vieira, reportagens recentes revelaram indícios relevantes que corroboram a tese de que os irmãos do magistrado atuariam como verdadeiros "laranjas" em um esquema de blindagem patrimonial. Por essa razão, o requerimento “é uma medida de extrema urgência e necessidade para o deslinde das investigações desta Comissão Parlamentar de Inquérito, que busca desmantelar a complexa rede de influência e lavagem de capitais que orbita em torno do Banco Master e de suas conexões com agentes públicos de cúpula”.

O requerimento solicita a quebra de sigilos fiscal, bancário, telefônico e telemático, abrangendo movimentações financeiras detalhadas bancárias, incluindo dados de todas as contas de depósitos, contas de poupança, contas de investimento e outros bens, direitos e valores mantidos em instituições financeiras, bem como registros e a duração de ligações telefônicas originadas e recebidas. A medida também alcança dados cadastrais, localização, mensagens, comentários, e curtidas nas plataformas Instagram e Facebook, além de informações sobre grupos, contatos e históricos de chamadas no Whatsapp e no Telegram, e dados vinculados a serviços do Google, como imagens armazenadas no Google Fotos e arquivos mantidos no Google Drive, entre outros.

Para Alessandro Vieira, a quebra de sigilo é indispensável para o rastreamento do fluxo financeiro e a identificação da real destinação dos recursos movimentados pela empresa investigada. O senador ressalta que a medida não se trata de devassa indiscriminada, mas de providência técnica, proporcional e necessária para esclarecer os fatos apurados pela CPI e garantir o cumprimento do dever constitucional de fiscalização do Poder Legislativo.


Fonte: ASCOM / Senador Alessandro Vieira