“Quem cala diante da violência contra uma criança se torna cúmplice”, diz Zominho

18/05/2026 às 14:35:18

O pré-candidato a deputado estadual Zominho defendeu neste 18 de maio, Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, o fortalecimento urgente das políticas públicas de proteção à infância em Sergipe.

Segundo Zominho, os números registrados no estado mostram que a violência sexual contra crianças e adolescentes precisa ser tratada como uma das maiores prioridades do poder público.

“Não podemos permitir que crianças cresçam marcadas pela violência e pelo medo. O Estado precisa agir com firmeza, ampliar a rede de proteção e garantir que os responsáveis por esses crimes sejam punidos com rigor”, afirmou.

Dados da Secretaria de Estado da Saúde apontam que Sergipe registrou 1.890 notificações oficiais de violência sexual contra crianças e adolescentes entre 2009 e 2017. Já o Centro de Referência no Atendimento Infantojuvenil (CRAI) ultrapassou a marca de 22 mil atendimentos especializados desde sua criação.

Os levantamentos também revelam que a maioria das vítimas são meninas, que grande parte dos casos ocorre dentro da própria residência e que muitos abusadores são pessoas próximas da família.

Para Zominho, além do combate aos criminosos, é necessário investir fortemente em prevenção.

“Precisamos fortalecer conselhos tutelares, ampliar o atendimento psicológico às vítimas, garantir acolhimento às famílias e trabalhar a conscientização dentro das escolas. A proteção das nossas crianças deve estar acima de qualquer disputa política”, destacou.

O pré-candidato também defendeu capacitação permanente para profissionais da educação, saúde e assistência social, visando identificar sinais de violência de forma precoce.

“Muitas vítimas permanecem em silêncio por medo ou dependência emocional. Por isso, o poder público precisa estar preparado para agir rapidamente e evitar que essas crianças continuem sofrendo”, pontuou.

Zominho ainda ressaltou que o 18 de maio deve servir como reflexão e mobilização permanente da sociedade.

“Proteger crianças e adolescentes não é apenas obrigação do Estado, é dever coletivo de toda a sociedade”, concluiu.