Turismo de Sergipe cresce 3,1% no primeiro semestre e supera média nacional

Sergipe registrou faturamento real de R$ 385,39 milhões no turismo entre janeiro e junho de 2026, crescimento de 3,1% em relação ao mesmo período de 2025, quando o setor movimentou R$ 373,88 milhões. O resultado, divulgado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Sergipe (Fecomércio-SE), em parceria com a Fecomércio São Paulo, superou a expansão nacional de 2,56% e foi impulsionado, entre outros fatores, pelo desempenho registrado durante os festejos juninos.
O crescimento colocou Sergipe na 12ª posição entre as unidades da Federação e na quarta colocação no Nordeste, considerando a variação acumulada do faturamento turístico no primeiro semestre. O levantamento aponta que o estado avançou 0,54 ponto percentual acima da média brasileira. No ranking regional, ficou atrás da Bahia, de Alagoas e do Rio Grande do Norte. As classificações se referem às taxas de crescimento, e não ao volume absoluto de receitas movimentadas por cada estado.
O resultado de junho reforçou o desempenho positivo. Na comparação com o mesmo mês de 2025, o faturamento real do turismo sergipano passou de aproximadamente R$ 58,98 milhões para R$ 64,65 milhões, uma alta de 9,6%. No país, o crescimento no período foi de 1,69%. Com essa diferença, Sergipe alcançou a sexta posição nacional e a terceira colocação entre os estados nordestinos no comparativo anual de junho. O calendário de festejos juninos é apontado como um dos fatores que contribuíram para o resultado.
Para o presidente do Sistema Fecomércio-Sesc-Senac de Sergipe, Marcos Andrade, os indicadores demonstram o fortalecimento relativo da atividade turística no estado. Segundo ele, o crescimento acima da média brasileira, tanto no acumulado semestral quanto no resultado de junho, evidencia um desempenho favorável e coloca Sergipe entre os mercados com maiores taxas de expansão no período. A avaliação, entretanto, considera os dados econômicos registrados, sem significar que o estado tenha o maior faturamento turístico do país.
A série histórica também mostra avanço na movimentação econômica do setor. Segundo o levantamento divulgado pela Fecomércio, o faturamento real anual passou de aproximadamente R$ 761,57 milhões em 2024 para R$ 789,73 milhões em 2025, crescimento de cerca de 3,7%. Para 2026, o economista Marcio Rocha estima que o faturamento do segundo semestre poderá chegar a aproximadamente R$ 429 milhões, caso seja mantida a taxa real de crescimento de 3,1% observada nos primeiros seis meses do ano.
A projeção considera a aplicação dessa mesma taxa de crescimento sobre o faturamento do segundo semestre de 2025, preservando o comportamento sazonal da atividade turística. Nesse cenário, o total anual de 2026 poderia alcançar aproximadamente R$ 815 milhões. A estimativa, contudo, não representa um resultado já confirmado: trata-se de uma perspectiva condicionada ao desempenho dos meses seguintes e à manutenção do ritmo de expansão observado no primeiro semestre.
Aracaju também tem participação expressiva nesse cenário. Considerando a estimativa de que a capital concentra 76% da atividade turística sergipana, sua parcela proporcional do faturamento estadual no primeiro semestre de 2026 corresponderia a aproximadamente R$ 292,90 milhões, ante R$ 284,15 milhões no mesmo período de 2025. A diferença estimada é de R$ 8,75 milhões. Se a participação de 76% for mantida no cenário projetado para o ano, a capital poderá concentrar uma parcela significativa da movimentação econômica do setor, embora esses valores sejam estimativas proporcionais, e não uma medição independente do faturamento municipal.
Os resultados reforçam a importância do turismo para a economia sergipana e indicam oportunidades para ampliar a promoção dos destinos, qualificar os serviços, fortalecer a infraestrutura e estimular a participação de outros municípios na atividade. Apesar dos indicadores favoráveis, a sazonalidade do setor exige acompanhamento contínuo para verificar se o ritmo de crescimento será mantido no segundo semestre. A evolução do faturamento, associada a informações sobre emprego, fluxo de visitantes e ocupação dos meios de hospedagem, poderá contribuir para orientar decisões públicas e privadas voltadas ao desenvolvimento sustentável do turismo em Sergipe.
Fonte: Universo Político












