Trump detalha metas dos EUA na guerra contra o Irã e admite possível prolongamento

Em seu primeiro pronunciamento público na Casa Branca desde o início da guerra com o Irã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, detalhou nesta segunda-feira (2) os objetivos norte-americanos no conflito que se intensificou no Oriente Médio, além de admitir que a ofensiva pode se estender por tempo indefinido.
Trump afirmou que a campanha militar iniciada contra o Irã, parte da chamada Operação Fúria Épica, tem metas claras, como destruir a capacidade de mísseis do país, aniquilar sua marinha, impedir a produção de uma arma nuclear e conter o apoio iraniano a grupos militantes fora de suas fronteiras.
Segundo o presidente, os ataques representam “a última e melhor oportunidade” de deter o desenvolvimento do programa de mísseis de Teerã e eliminar o que ele classificou como “ameaças intoleráveis” aos Estados Unidos. Trump também lembrou que, no começo da ofensiva, os combates foram previstos para durar cerca de quatro a cinco semanas, mas que agora os EUA têm capacidade “para ir muito além disso”.
Durante o discurso, o mandatário reavivou críticas a acordos nucleares anteriores com o Irã, dizendo que o pacto negociado no governo de Barack Obama era “horrível e terrivelmente perigoso” e teria permitido que o país obtivesse armas nucleares em poucos anos.
O pronunciamento ocorre em meio a uma escalada de confrontos, depois que o líder supremo iraniano Ali Khamenei foi morto em ataques conjuntos dos EUA e de Israel, o que desencadeou uma série de represálias e bombardeios em várias partes do Oriente Médio.
Trump também sinalizou que, apesar de haver espaço para negociações no futuro, por ora não pretende reabrir um diálogo direto com Teerã após o fracasso das últimas negociações nucleares. Ele ressaltou que forças americanas continuam “executando opções de combate em larga escala no Irã”, e que o envio de mais tropas ao Oriente Médio está em curso.
O pronunciamento repercute globalmente, com líderes e analistas debatendo os limites e as implicações de uma guerra cujo desfecho ainda é incerto e cujo prolongamento pode pressionar aliados e aliados dos EUA a redefinirem suas posturas no conflito.
Fonte: Gazeta do Povo











