Sergipe registra avanços históricos nos transplantes e amplia atendimento de alta complexidade pelo SUS

Sergipe vive um momento histórico na área da saúde com a ampliação dos transplantes realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Nesta segunda-feira, 8, o governador Fábio Mitidieri visitou pacientes transplantados internados no Hospital de Cirurgia, em Aracaju, para acompanhar a recuperação dos beneficiados pelos procedimentos e destacar os resultados da política pública que fortaleceu a rede estadual de transplantes por meio de investimentos, ampliação dos serviços e qualificação da assistência.
Durante a visita, o governador conversou com pacientes, familiares e profissionais de saúde envolvidos nas etapas de captação e transplante de órgãos. A agenda ocorreu em um cenário considerado histórico para a saúde sergipana, marcado pelo aumento do número de procedimentos realizados e pela consolidação de serviços de alta complexidade dentro do próprio estado.
Fábio Mitidieri destacou que os resultados refletem os investimentos realizados pelo Governo de Sergipe e a parceria com o Hospital de Cirurgia. Segundo ele, a retomada dos transplantes renais e a realização dos primeiros transplantes hepáticos da história do SUS em Sergipe representam avanços importantes para a população.
Entre os pacientes visitados estava Edson Lincoln de Albuquerque Ferreira, de 63 anos, submetido a um transplante de fígado no último dia 14 de maio. De acordo com a equipe médica, ele apresenta boa evolução clínica no pós-operatório, permanecendo consciente, orientado e com quadro estável.
Também receberam a visita do governador os pacientes transplantados renais Reinaldo Silva Santos, de 50 anos, e Guilherme Gomes Lima, de 39 anos. Ambos seguem em recuperação após os procedimentos realizados pela equipe médica sergipana.
Os números alcançados em 2026 reforçam o crescimento da política estadual de transplantes. Até o momento, Sergipe contabiliza 20 procedimentos realizados, sendo 18 transplantes renais e dois transplantes hepáticos. Os transplantes de fígado são os primeiros realizados pelo SUS no estado, enquanto a retomada do transplante renal com doador falecido representa outro marco para a saúde pública sergipana.
Para o secretário de Estado da Saúde, Jardel Mitermayer, os resultados colocam Sergipe entre os estados capazes de oferecer procedimentos de alta complexidade à população. Segundo ele, os avanços são fruto dos investimentos realizados pelo Governo do Estado e do fortalecimento da rede assistencial.
A diretora-geral do Hospital de Cirurgia, Márcia Guimarães, ressaltou que os resultados refletem uma parceria consolidada entre a unidade hospitalar e a Secretaria de Estado da Saúde. Ela destacou que o hospital estruturou equipes especializadas para implantar o programa de transplantes e ampliar a oferta de procedimentos aos pacientes do SUS.
De acordo com Márcia, o estado saiu de uma média histórica de quatro transplantes renais por ano para 18 procedimentos realizados apenas nos primeiros seis meses deste ano. O resultado ganha ainda mais relevância ao ser acompanhado pela realização dos dois primeiros transplantes hepáticos da história do SUS sergipano.
Os avanços também representam mudanças significativas para pacientes que antes precisavam viajar para outros estados em busca do tratamento. Com os procedimentos realizados em Sergipe, os transplantados passam a receber assistência próxima da família e da rede de apoio, reduzindo custos, deslocamentos e impactos emocionais.
Nos casos dos pacientes renais, o transplante permite interromper a rotina da hemodiálise, proporcionando mais autonomia e qualidade de vida. Já para os pacientes hepáticos, a realização do procedimento no próprio estado diminui o desgaste físico, emocional e financeiro causado pela necessidade de tratamento fora de Sergipe.
Responsável pela equipe que realizou o primeiro transplante de fígado em Sergipe, o cirurgião Leandro Cavalcante afirmou que a conquista representa a consolidação da assistência de alta complexidade no estado. Segundo ele, a possibilidade de realizar o tratamento próximo da família reduz impactos sociais e demonstra a capacidade da rede sergipana de ampliar sua atuação.
Um dos exemplos desse impacto é o de Guilherme Gomes Lima, morador de Poço Redondo, que aguardou três anos e nove meses por um transplante renal. Em recuperação, ele relata que o procedimento transformou sua vida após anos de limitações impostas pela hemodiálise. Os avanços são sustentados por investimentos estaduais, incluindo um contrato superior a R$ 241 milhões anuais com o Hospital de Cirurgia e cerca de R$ 2 milhões mensais destinados ao programa de transplantes. A Central Estadual de Transplantes, que completa 26 anos de atuação em Sergipe, segue trabalhando para ampliar o número de doações, enquanto especialistas reforçam a importância da autorização familiar para que mais vidas possam ser salvas.
Fonte: Governo de Sergipe












