Sergipe realiza segundo transplante renal com doador falecido no Hospital Cirurgia

19/02/2026 às 10:40:53
Foto: Mário Sousa

A rede estadual de saúde de Sergipe mobilizou recursos e equipes especializadas neste domingo de Carnaval, 15, para a realização do segundo transplante de rim com doador falecido na Fundação Beneficente Hospital de Cirurgia (FBHC), em Aracaju. O procedimento representa mais um marco na retomada desse tipo de cirurgia pela rede pública de saúde do estado.

Um dos rins foi transplantado na própria unidade de saúde, enquanto o outro foi encaminhado a um paciente em Porto Alegre (RS) por meio do Sistema Nacional de Transplantes. A doação só foi possível graças à autorização da família de uma paciente que evoluiu para morte cerebral após sofrer um Acidente Vascular Encefálico.

A chefe do serviço de transplante renal do Hospital de Cirurgia, Simone Oliveira, destacou que este é o segundo procedimento dessa natureza realizado pela unidade este ano, o primeiro havia sido feito no início de janeiro. Para ela, a realização da cirurgia no próprio estado demonstra o amadurecimento dos serviços de transplante em Sergipe e contribui para ampliar a equidade no acesso ao tratamento, especialmente para pacientes com doença renal crônica em diálise que, anteriormente, precisavam se deslocar a outras unidades longe de sua realidade.

Antes de serem chamados para o transplante, os pacientes passam por avaliação no ambulatório de pré-transplante do Hospital de Cirurgia. Só após essa triagem eles são incluídos na lista de transplante renal, com a convocação ocorrendo de acordo com a disponibilidade de órgãos compatíveis e os critérios clínicos estabelecidos.

A retomada desses procedimentos é vista como um avanço importante no quadro da saúde pública sergipana, pois amplia as opções de tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e reduz a necessidade de deslocamento de pacientes para outras unidades fora do estado, o que pode representar dificuldade logística e financeira para muitas famílias.

Especialistas lembram que a doação de órgãos depende da autorização familiar, mesmo quando o desejo de ser doador foi manifestado em vida, e que a Organização de Procura de Órgãos (OPO) atua na identificação dos possíveis doadores, acompanhando todo o processo até a liberação dos órgãos pela Central Estadual de Transplantes.

Com informações do Governo de Sergipe