PF pede investigação ao STF sobre suspeitas de tráfico de mulheres em festas de Daniel Vorcaro

A Polícia Federal (PF) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de uma investigação para apurar suspeitas de tráfico internacional de mulheres para exploração sexual e favorecimento à prostituição em festas promovidas pelo empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. O pedido foi encaminhado ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, conforme informações divulgadas nesta sexta-feira (23) pela imprensa nacional.
A solicitação tem como base mensagens encontradas pelos investigadores no celular do ex-banqueiro. Segundo informações publicadas pelo jornal O Globo, as conversas levantaram suspeitas de que Vorcaro teria participado da administração de uma rede de prostituição envolvendo mulheres estrangeiras. A Polícia Federal busca esclarecer a possível existência de uma estrutura organizada de recrutamento, intermediação e exploração sexual.
De acordo com reportagem do UOL, a suposta rede teria começado a operar em 2023, contando com financiamento e participação indireta do empresário, apontado como possível sócio oculto. A estrutura investigada teria movimentado pelo menos R$ 4,3 milhões e envolveria intermediários responsáveis pelo recrutamento de mulheres estrangeiras, além de uma casa noturna localizada em São Paulo.
O pedido chegou ao gabinete do ministro Edson Fachin em meio aos desdobramentos das investigações relacionadas ao Banco Master. Embora o presidente do STF tenha determinado o encaminhamento de inquéritos ligados aos casos Master e INSS ao seu gabinete, a relatoria das investigações permanece sob responsabilidade do ministro André Mendonça.
A defesa de Daniel Vorcaro contesta as suspeitas. O empresário nega ter explorado ou desrespeitado mulheres, enquanto seu advogado, Sérgio Leonardo, questiona a existência de elementos que justifiquem a investigação. Até o momento, as informações divulgadas dizem respeito a suspeitas levantadas pela Polícia Federal, sem comprovação judicial dos crimes mencionados.
Fontes: Revista Oeste, UOL e O Globo — 23 de outubro de 2026.












