OEA inicia acompanhamento das Eleições Gerais de 2026 com 91 observadores no Brasil

A Organização dos Estados Americanos (OEA) enviou ao Brasil, na quinta-feira (1º), a maior missão de observação eleitoral já mobilizada pela organização no país, com 91 observadores de 23 nacionalidades para acompanhar os dois turnos das Eleições Gerais de 2026 no Distrito Federal e em outros 20 estados; os representantes foram recebidos em Brasília pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, em encontro voltado ao acompanhamento do processo eleitoral brasileiro.
Convidada pelo TSE, a missão atuará em todo o país de maneira imparcial, objetiva e independente, seguindo as leis e os regulamentos eleitorais brasileiros. O trabalho foi formalizado por meio de um acordo de procedimentos firmado entre a organização e o tribunal em 1º de setembro. Durante a reunião, Nunes Marques agradeceu à OEA pela participação e relacionou a confiança no sistema eleitoral brasileiro ao processo contínuo de aperfeiçoamento das normas e das tecnologias utilizadas nas eleições.
Durante o encontro, o presidente do TSE também apresentou aos integrantes da missão o funcionamento do Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas, auditoria realizada desde 2002. O procedimento permite que partidos políticos e candidaturas indiquem urnas de seções eleitorais de todo o país para verificação, além das máquinas escolhidas por sorteio para participar do teste público.
A auditoria consiste na utilização de cédulas previamente preenchidas para verificar se os votos registrados correspondem aos resultados contabilizados pela urna eletrônica e posteriormente registrados no Boletim de Urna. O procedimento integra as etapas de fiscalização do sistema eleitoral e será acompanhado pela missão internacional durante o processo eleitoral de 2026.
A OEA realiza observação eleitoral no Brasil desde 2018 e já acompanhou as eleições gerais daquele ano e de 2022, além das eleições municipais de 2020 e 2024. Desde 1962, a organização informa ter enviado mais de 352 missões a 28 países membros, com a participação de mais de 15 mil especialistas e observadores. Ao fim dos processos, as missões costumam apresentar recomendações técnicas relacionadas a temas como tecnologia eleitoral, violência política, desinformação, financiamento de campanhas e participação de mulheres, povos indígenas e afrodescendentes.
Fonte: Fan F1












