Mulher é presa em Aracaju por venda ilegal de remédios para emagrecer

Uma mulher foi presa na manhã desta terça-feira (7), em Aracaju (SE), durante a Operação Heavy Pen, deflagrada pela Polícia Federal com apoio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com o objetivo de combater o comércio ilegal de medicamentos para emagrecimento; a prisão ocorreu em uma empresa do ramo alimentício, onde a suspeita comercializava produtos sem registro sanitário e de origem desconhecida, prática que, segundo as investigações, integra um esquema mais amplo de produção e distribuição clandestina desses insumos no país.
A ação faz parte de uma ofensiva nacional coordenada pela Polícia Federal para reprimir a entrada irregular, a falsificação e a comercialização de medicamentos destinados ao emagrecimento. A operação ocorre simultaneamente em diversos estados brasileiros, incluindo Sergipe, São Paulo, Mato Grosso e Paraná, evidenciando o caráter interestadual da investigação.
Em Aracaju, além da prisão em flagrante, foi cumprido um mandado de busca e apreensão. De acordo com a Polícia Federal, a mulher detida responderá pelo crime previsto no artigo 273 do Código Penal, que trata da comercialização de produtos medicinais sem registro nos órgãos de vigilância sanitária ou com procedência ignorada.
As investigações apontam que os produtos comercializados envolvem substâncias amplamente utilizadas em tratamentos contra a obesidade, como semaglutida e tirzepatida, além da retatrutida, que ainda não possui autorização para venda no Brasil. Esses medicamentos, quando vendidos de forma irregular, representam riscos diretos à saúde pública devido à ausência de controle sanitário.
A Operação Heavy Pen também tem como foco estabelecimentos como laboratórios de manipulação, clínicas estéticas e empresas que atuam fora das normas regulatórias, realizando produção, fracionamento e distribuição de medicamentos clandestinos. Ao todo, estão sendo cumpridos dezenas de mandados de busca e realizadas ações de fiscalização em todo o país.
Segundo a Polícia Federal, o material apreendido durante as diligências será analisado e deve subsidiar o avanço das investigações, que buscam identificar toda a cadeia envolvida no esquema, desde a importação irregular de insumos até a comercialização final dos produtos.
Fonte: Polícia Federal











