Antiga clínica psiquiátrica abandonada vira alvo de denúncias na Zona Oeste da capital Aracajuana

Um prédio abandonado localizado no bairro Siqueira Campos, na Zona Oeste de Aracaju, tem gerado preocupação entre moradores devido ao avanço da insegurança, degradação estrutural e problemas sociais registrados na região. O imóvel, que funcionava como uma antiga clínica psiquiátrica desativada desde 2012, voltou a ser alvo de invasões em 2026, sendo atualmente frequentado por usuários de drogas e pessoas envolvidas em práticas criminosas, segundo relatos da comunidade.
Após o encerramento das atividades da unidade de saúde, o prédio chegou a ser ocupado por mais de 100 famílias em situação de vulnerabilidade social. A ocupação foi desfeita e, em 2019, o imóvel acabou interditado. Apesar disso, os problemas relacionados ao abandono da estrutura permaneceram ao longo dos anos, sem uma solução definitiva por parte dos responsáveis pelo espaço.
Moradores do bairro Novo Paraíso afirmam que a situação se agravou nos últimos meses. Segundo a comunidade, muitos evitam permanecer nas portas de casa ou circular pela região durante a noite por medo da violência. Casos de furtos, arrombamentos e assaltos têm sido relatados com frequência, aumentando a sensação de insegurança entre as famílias que vivem nas proximidades.
Ainda de acordo com os moradores, o imóvel se transformou em um ponto de concentração de usuários de drogas durante a noite. O cenário tem sido comparado por parte da população a uma “Cracolândia”, devido à intensa movimentação no local. Há relatos de danos a imóveis vizinhos, além de portões arrancados e prejuízos causados a residências da região.
Diante do problema, a comunidade informou já ter acionado vereadores, além de procurar a Prefeitura de Aracaju em diversas ocasiões. Apesar de ações pontuais de limpeza realizadas no entorno do imóvel, os moradores alegam que as medidas adotadas até agora são paliativas e não impedem novas invasões nem reduzem os problemas de segurança.
Entre as reivindicações apresentadas pela população estão a responsabilização dos proprietários do prédio, a demolição da estrutura deteriorada e o isolamento da área. A expectativa é de que uma intervenção definitiva consiga evitar a continuidade das ocupações irregulares e reduzir os impactos enfrentados pelos moradores.
O caso também foi encaminhado ao Ministério Público do Estado de Sergipe em janeiro deste ano. Até o momento, segundo a comunidade, não houve avanço concreto para solucionar a situação. Enquanto isso, moradores seguem convivendo diariamente com o abandono do imóvel e com a insegurança na região.
Fonte: Fan F1











