Lula afirma na ONU que Brasil “não cabe no quintal de ninguém”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (22), durante o discurso de abertura da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, que o Brasil “não cabe no quintal de ninguém” e defendeu a soberania dos países diante de possíveis interferências externas. Em sua fala, Lula abordou as relações da América Latina com as grandes potências, além de temas como democracia, conflitos internacionais e a atuação da ONU.
Ao tratar da situação latino-americana, o presidente afirmou que a proximidade geográfica da região com os Estados Unidos ocorre em um contexto de aumento das disputas por influência. Segundo Lula, países da América Latina e do Caribe devem buscar relações de cooperação voltadas ao desenvolvimento. Ele também defendeu que diferenças ideológicas não impeçam uma maior integração entre os países vizinhos.
Lula ainda criticou o que classificou como interferência externa em processos eleitorais e afirmou que a democracia voltou a estar em risco. No discurso, declarou que o Brasil terá eleições transparentes e competitivas e disse que não permitirá que interesses internos ou externos interfiram na vontade popular. O primeiro turno das eleições brasileiras está marcado para 4 de outubro de 2026, conforme mencionado pelo próprio presidente em seu pronunciamento.
Outro ponto abordado foi a segurança pública. Lula afirmou que o Brasil está preparado para enfrentar o crime organizado e defendeu a cooperação internacional para combater o fluxo de armas e recursos utilizados pelas organizações criminosas. O presidente também citou ações de segurança realizadas pelo governo e a criação do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, em Manaus, voltado à integração entre autoridades dos países amazônicos.
Durante o pronunciamento, Lula também criticou a atuação do Conselho de Segurança da ONU, tratou de conflitos como os de Gaza e entre Rússia e Ucrânia, além de defender ações contra as mudanças climáticas, a regulamentação das grandes empresas de tecnologia e a preservação do Pix como infraestrutura pública de pagamentos. Ao encerrar, o presidente voltou a defender a soberania brasileira e afirmou que “o Brasil continuará sendo um país soberano”.












