Edvaldo propõe preparação de jovens para oportunidades com expansão do petróleo e gás em Sergipe

10/09/2026 às 19:12:09

O candidato ao Senado Edvaldo Nogueira (PDT-SE) defende que Sergipe se prepare para o novo ciclo de desenvolvimento econômico impulsionado pela expansão da produção de petróleo e gás e pela chegada de novos investimentos. Segundo o candidato, a preparação da mão de obra, especialmente de jovens, será necessária para que o estado aproveite as oportunidades previstas com o projeto Sergipe Águas Profundas (SEAP), da Petrobras, e transforme o crescimento econômico em geração de emprego e renda para a população.

“Sergipe, a partir de 2030, vai virar um grande polo de desenvolvimento no Nordeste. O Sergipe Águas Profundas é um projeto de prospecção de petróleo e de gás que vai gerar, de 2030 para frente, mais de 26 mil empregos, um investimento de 72 bilhões. Então a gente precisa preparar o estado. Precisamos correr contra o tempo para preparar as universidades, e os cursos técnicos”, destacou.

O Sergipe Águas Profundas prevê investimentos de cerca de R$ 60 bilhões nas plataformas de petróleo e gás, que deverão produzir, juntas, 240 mil barris de petróleo por dia e aproximadamente 22 milhões de metros cúbicos de gás natural. De acordo com projeções do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o projeto poderá gerar cerca de 200 mil empregos diretos, indiretos e induzidos até 2035, além de representar R$ 53 bilhões em arrecadação e acrescentar até R$ 37 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) de Sergipe no período.

Para Edvaldo, a qualificação profissional precisa acompanhar os investimentos previstos para o estado, principalmente para evitar que as vagas sejam ocupadas majoritariamente por trabalhadores de outras regiões. O candidato defende a ampliação da formação nas áreas técnicas, de ciência, tecnologia e computação, além da criação de oportunidades para que jovens possam permanecer em suas cidades.

“Quem vai ocupar esses 20 mil empregos? Os trabalhadores especializados. Então, nós precisamos começar a formar gente aqui em Sergipe. Com a chegada da Universidade Estadual, podemos formar gente para ocupar esses empregos, para dar perspectiva aos nossos jovens e aos sergipanos. A juventude muitas vezes tem que sair da sua cidade para ir para Aracaju ou até para outras cidades, porque você não tem desenvolvimento, não tem geração de emprego na cidade. Então é preciso incentivar isso”, afirmou.

Entre as ações apresentadas pelo candidato como referência para essa proposta estão iniciativas realizadas durante sua gestão na Prefeitura de Aracaju. O Jovem Tech, voltado para pessoas de 16 a 29 anos, contou com 600 vagas e investimento de R$ 6,5 milhões em parceria com o Caju Hub. Já a Escola Tech alcançou a marca de 25 mil notebooks entregues, enquanto a Fundação Municipal de Formação para o Trabalho (Fundat) acumula mais de 30 mil pessoas qualificadas desde 2001.

“Precisamos formar jovens nas áreas de ciência, tecnologia e computação, para preparar a nossa juventude, dar esperança aos nossos que não podem ficar com a vontade de ir para outros estados arrumar emprego. Nós precisamos criar empregos de qualidade em Sergipe. A gente não pode ficar só com os empregos de menor qualidade para nós. Temos que botar emprego bom para o povo. Então o meu mandato no Senado vai ser para discutir projetos de desenvolvimento para o estado de Sergipe. E vou trabalhar junto com o governador Fábio”, declarou.

Além da formação profissional, Edvaldo defende o uso do gás natural como instrumento de industrialização de Sergipe. A proposta apresentada pelo candidato é ampliar a infraestrutura de distribuição, com tarifas e ramais que permitam levar o gás para regiões industriais fora da capital, criando condições para a instalação de empresas e indústrias também no interior do estado.

“Vou trabalhar um projeto de desenvolvimento para o estado, junto com o governador, discutindo com os ministérios. Sergipe vai ser o maior produtor de petróleo e gás do Nordeste, mas esse gás não pode entrar num tubo e ir para São Paulo, para o Rio, e não ficar nada aqui. Então nós temos que criar um fundo, para evitar que as cidades parem de se desenvolver”, disse.

Fonte: Universo Político