Edvaldo propõe levar experiência habitacional de Aracaju aos 75 municípios de Sergipe

A política habitacional adotada por Edvaldo Nogueira durante os quatro mandatos em que esteve à frente da Prefeitura de Aracaju passou pela construção de moradias associada à implantação de infraestrutura e serviços públicos, com iniciativas concentradas principalmente no bairro 17 de Março, na Zona de Expansão da capital. A estratégia, segundo o ex-prefeito, buscou combinar habitação, saneamento, drenagem, pavimentação e equipamentos públicos, e agora é apresentada por ele como referência para uma proposta de atuação no Senado voltada aos 75 municípios de Sergipe.
O bairro 17 de Março começou a ser implantado em 2010, quando foram entregues as primeiras 552 moradias do Residencial Governador Celso de Carvalho. Na ocasião, a área passou a ser estruturada como um novo bairro, destinado também a famílias transferidas de áreas consideradas precárias, como Morro do Avião, Arrozal e Prainha.
Ao longo dos anos seguintes, a região recebeu novas unidades habitacionais e obras de infraestrutura. Em 2012, por exemplo, a Prefeitura registrou a entrega de outras 430 casas. Já em 2018, a administração municipal anunciou uma nova etapa de obras no bairro, com previsão de investimentos de R$ 8 milhões em drenagem e pavimentação, além de R$ 1,5 milhão para recuperação de blocos de apartamentos.
A proposta defendida por Edvaldo é que a política habitacional não se restrinja à construção das casas, mas esteja acompanhada de serviços públicos e infraestrutura urbana. Em declarações sobre sua gestão, o ex-prefeito afirma que o 17 de Março foi planejado com redes de abastecimento de água, esgotamento sanitário, drenagem, pavimentação e equipamentos nas áreas de educação e saúde. Obras de escola e unidade de saúde também foram realizadas posteriormente no bairro.
“Eu fiz um bairro planejado, que é um bairro que não tem alagamento, tem água em todas as casas, tem esgotamento, tem escola, tem saúde”, afirmou Edvaldo. A declaração resume a concepção que ele apresenta para a política habitacional: a moradia como parte de uma estrutura urbana mais ampla, na qual a população também tenha acesso a serviços essenciais.
Outro projeto citado como parte dessa trajetória é o Residencial Mangabeiras Irmã Dulce dos Pobres, construído no bairro 17 de Março após a retirada da antiga Ocupação das Mangabeiras. Em 2020, as famílias foram realocadas temporariamente para imóveis alugados pela Prefeitura, enquanto o novo complexo habitacional era construído. O projeto previa 1.102 casas, sendo 840 destinadas às famílias da ocupação e 262 para beneficiários que já recebiam auxílio-moradia.
A intervenção foi associada à criação da Reserva Extrativista das Mangabeiras, área destinada à preservação das árvores de mangaba e ao uso sustentável do recurso. Segundo a Prefeitura, a unidade de conservação possui mais de 94 mil metros quadrados e integra o projeto habitacional. O empreendimento recebeu financiamento federal por meio do programa Pró-Moradia, com recursos do FGTS, além de contrapartida municipal.
A experiência de Aracaju agora é apresentada por Edvaldo como base para uma proposta de atuação no Senado. O candidato afirma que pretende auxiliar as prefeituras dos 75 municípios sergipanos na elaboração de projetos habitacionais e de urbanização, especialmente aquelas com menor capacidade técnica e financeira. A ideia, segundo ele, envolve a articulação de recursos e o suporte técnico para transformar demandas locais em projetos aptos a buscar financiamento.
“Eu conheço os mecanismos, eu sei como buscar recursos e quero levar essa minha experiência ao Senado para ajudar os prefeitos. Eu quero fazer pelos municípios sergipanos o que eu fiz por Aracaju”, declarou Edvaldo. A proposta, portanto, amplia para o âmbito estadual uma experiência construída em administrações municipais, mas sua execução dependeria de articulação com prefeituras, disponibilidade de recursos e dos mecanismos federais de financiamento habitacional.
Fonte: Universo Política












