Desdobramentos de operação da PF no Rio podem prejudicar André Moura em Sergipe

26/05/2026 às 20:07:34

A operação deflagrada pela Polícia Federal contra o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, já começa a provocar repercussões políticas que ultrapassam as fronteiras fluminenses. Em Sergipe, os desdobramentos da investigação passam a integrar o debate político em torno do ex-deputado federal André Moura, atual presidente estadual do União Brasil e pré-candidato ao Senado nas eleições de 2026.

Embora não seja alvo direto da investigação conduzida pela Polícia Federal até o momento, André Moura ocupou espaços de influência política no entorno da gestão de Cláudio Castro no Rio de Janeiro. Aliado próximo do então governador, o sergipano exerceu funções estratégicas e de confiança na administração fluminense, sendo considerado um dos articuladores políticos do núcleo governista naquele período.

Com o avanço da oitava fase da Operação Compliance Zero, que apura movimentações bilionárias do Rioprevidência em fundos ligados ao Banco Master, cresce nos bastidores políticos a avaliação sobre possíveis reflexos eleitorais e impactos na imagem pública de aliados e figuras que mantiveram proximidade política com o ex-governador fluminense.

Nos meios políticos sergipanos, adversários e aliados acompanham os desdobramentos da investigação e avaliam eventuais impactos sobre o cenário eleitoral de 2026, especialmente em relação à pré-candidatura de André Moura ao Senado. A análise é de que a repercussão do caso tende a manter o tema em evidência no debate político estadual, sobretudo pela ligação política que o ex-deputado manteve com o grupo de Cláudio Castro no Rio de Janeiro.

A Polícia Federal investiga cerca de R$ 3 bilhões em aplicações consideradas suspeitas envolvendo recursos previdenciários do estado do Rio de Janeiro. Até o momento, André Moura não é apontado como alvo das investigações nem teve o nome relacionado diretamente aos fatos apurados pela Polícia Federal. Ainda assim, analistas políticos avaliam que a repercussão do caso pode gerar desgastes políticos indiretos em razão da proximidade que o ex-deputado manteve com o então governador fluminense.